Agora a indústria cinematográfica tem motivos para perder o sono de vez: com o vazamento da cópia de X men Origins-Wolverine, com efeitos especiais inacabados, mas qualidade de imagem decente, ficou provado como a tecnologia deixou o velho sistema de entretenimento vulnerável. Não é de hoje que é possível baixar álbuns inteiros (o que derrubou a indústria fonográfica) e filmes que acabaram de ser lançados, porém com qualidade sofrível, geralmente filmados da platéia. Agora, um filme inteiro, com boa qualidade de imagem um mês antes de seu lançamento é alarmante. Não vi a cópia, prefiro ver no cinema, com os efeitos especiais como devem ser vistos, mas muita gente prefere a comodidade à qualidade e é esse o público que a indústria perde para a internet e para o piratão de 5 real. Um público que prescinde da magia de adentrar uma sala de exibição e ser transportado para outro mundo, para eles basta um clique no mouse e tá ótimo. Certamente haverá prejuízo, tomemos como exemplo o maior fenômeno de pirataria do Brasil, o filme Tropa de elite de 2007: três meses antes de seu lançamento uma cópia pirata de qualidade quase perfeita circulava nos camelôs do Rio de Janeiro (o filme foi sucesso no país inteiro, mas foi fenômeno mesmo no Rio). A bilheteria foi boa, foram dois milhões de espectadores, mas o filme tinha potencial para mais, pelo menos duas vezes isso. Calcula-se que onze milhões de brasileiros assistiram ao filme em DVD pirata. Enquanto isso a indústria faz de tudo para convencer as pessoas de que cinema é a maior diversão, com salas com projeção digital, filmes em 3D (o número de lançamentos no formato não pára de crescer, sobretudo na área da animação) e lançamentos em DVD não muito posteriores à passagem pelo cinema, mas lutar contra piratas não é fácil, de nada adianta prender os donos do Pirate Bay se a cada momento surgem dezenas de novos sites onde se é possível baixar filmes.
Tuesday, April 21, 2009
Friday, April 17, 2009
Não é propaganda não (não tô levando nenhum por fora), mas a sorveteria Amarena que abriu em Copacabana na rua Barata Ribeiro, ao lado da Modern Sound, é sensacional! Os sorvetes são artesanais, de fabricação italiana e para que toma sorvete até no frio como eu, é obrigatório. Séria candidata a melhor sorveteria do Rio

Não é a primeira vez que eu coloco uma letra de música do canadense Leonard Cohen. O poeta trovador que despontou no final da década de sessenta fala como ninguém sobre o mais contraditório dos sentimentos humanos. There ain't no cure for love, música do álbum I'm Your Man traduz isso perfeitamente
There Ain't No Cure For Love
I loved you for a long, long time
I know this love is real
It dont matter how it all went wrong
That dont change the way I feel
And I cant believe that times
Gonna heal this wound Im speaking of
There aint no cure,
There aint no cure,
There aint no cure for love.
Im aching for you baby
I cant pretend Im not
I need to see you naked
In your body and your thought
Ive got you like a habit
And Ill never get enough
There aint no cure,
There aint no cure,
There aint no cure for love
There aint no cure for love
There aint no cure for love
All the rocket ships are climbing through the sky
The holy books are open wide
The doctors working day and night
But theyll never ever find that cure for love
There aint no drink no drug
(ah tell them, angels)
Theres nothing pure enough to be a cure for love
I see you in the subwayand
I see you on the bus
I see you lying down with me,
I see you waking up
I see your hand, I see your hair
Your bracelets and your brush
And I call to you, I call to you
But I dont call soft enough
There aint no cure,
There aint no cure,
There aint no cure for love
I walked into this empty church I had no place else to go
When the sweetest voice I ever heard, whispered to my soul
I dont need to be forgiven for loving you so much
Its written in the scriptures
Its written there in blood
I even heard the angels declare it from above
There aint no cure,
There aint no cure,
There aint no cure for love
There aint no cure for love
There aint no cure for love
All the rocket ships are climbing through the sky
The holy books are open wide
The doctors working day and night
But theyll never ever find that cure,
That cure for love
Beatles

Serão lançados em setembro todos os discos dos Beatles com remasterização e encartes novos. Esses encartes trarão os textos e fotos originais do lançamento em vinil além de outras informações. Serão ao todo 14 discos (os dois volumes de Past Masters serão reunidos em um só disco) que poderão ser adquiridos em separado ou em um Box de luxo com toda a coleção. Pensando nos colecionadores será lançada ainda uma caixa com todos os 14 discos em mono. Particularmente espero que essa remasterização seja satisfatória, pois o catálogo vigente (que já tem vinte anos) não prima pela fidelidade, e olha que quem cuidou do trabalho foi o próprio produtor dos fab four George Martin. É torcer para que tenham feito com os Beatles o trabalho impecável de restauração que fizeram com os álbuns Stones no relançamento do catálogo da fase anos 60 da banda. Ainda sobre o quarteto de Liverpool, será lançado o game Rock Band com o repertório da banda, haverá inclusive uma versão especial que trará no pacote os instrumentos para os jogadores que serão as réplicas dos originais usados pelo quarteto como o baixo Hoffner de Sir Paul McCartney e o conjunto Ludwig de bateria. O kit sairá a 250 doletas lá fora, uma merreca para quem é fã ardoroso.
Thursday, April 16, 2009
U2 360
Foi anunciada a nova turnê do U2 para divulgação de No Line On The Horizon. O pontapé inicial será dado em Barcelona em Junho e depois de Europa a banda rodará os E.U.A até o final do ano quando a turnê dará uma pausa. Depois, já em 2010, mais datas que ainda não foram definidas incluindo Ásia e America Latina que deverá ser a última etapa da excursão. Essa deve ser a turnê mais cara da história e a mais ambiciosa da banda, o palco, já chamado de The Claw (A Garra) tem 360 graus garantindo boa visibilidade de qualquer âgulo do estádio e um sistema de som envolvente garantido por caixas de som dispostas em volta do palco além de subwoofers. Resta saber se essa turnê passará mesmo pelo Brasil, porque um projeto complexo como esse não certamente não cabe em qualquer buraco, espero que o Maraca ou pelo menos o Morumbi tenham condições de abrigar o show. Para ver uma simulação em 3d de como será o palco clique aqui http://360.u2.com/

Fui ao show do Kiss na semana passada e me diverti muito. O Kiss não tem mais tanto significado para mim como na adolescência, mas ainda tenho carinho pela banda. O quarteto nova-iorquino liderado por dois judeus (por isso é a banda mais marketeira do rock) não é para ser levado a sério, sua música não possui mensagens edificantes, letras para se refletir sobre, tampouco tem a intenção de revolucionar a cena musical contemporânea; é apenas rock n roll all night and party everyday, e cá entre nós, que mal tem isso? O show foi o circo que a banda sempre apresenta: pirotecnia, Gene Simmons cuspindo fogo, sangue, bateria levitando, fogos de artifício e muita presepada. Às 21 e 23 caiu a cortina preta com o logo da banda cobrindo o palco e no sistema de som estourou Won’t get fooled again do The Who, no momento do solo de bateria de Keith Moon perto do fim da musica houve acompanhamento direto do palco (não sei se era um roadie ou o próprio Peter Cris) que levou a platéia ansiosa ao delírio. Pontualmente às 21 e 30 veio a clássica frase que abre todos os shows do Kiss desde os primórdios da banda: You wanted the Best, so you’ve got the best, the hottest band in the world: Kiss. E em meio a fogos e explosões caiu a cortina ao som de Deuce, que foi seguida de Strutter. O repertório da primeira parte do show foi o mesmo do clássico disco ao vivo Alive (felizmente eles priorizaram a melhor fase do grupo, os anos 70 e deixaram a pavorosa fase 80 e 90 de fora) inclusive a ordem das músicas foi mantida. No meio do show a previsão da meteorologia infelizmente se confirmou e em Parasite começou uma chuva que apertou em She. Durante o solo de Tommy Thayer (o substituto de Ace Frehley), em que a guitarra dispara explosivos, a platéia já se encontrava totalmente encharcada, coube a Paul Stanley tentar fazer a platéia não esfriar, dizendo:´´temos que seguir, não nos importamos com a chuva.” Felizmente a água deu uma trégua, chuva só de papel picado em Rock n roll all nite, ponto alto da noite, que encerrou a primeira parte do show. A segunda parte que começou com Shout it out loud era um pequeno apanhado de clássicos posteriores à fase abrangida por Alive. Entraram inclusive duas dos anos 80 (talvez as únicas realmente boas dessa época): Lick it up, do disco homônimo de 1983, primeiro da banda sem máscara e I love it loud do Creatures Of The Night, o último mascarado, cuja turnê trouxe a banda pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram I was made for loving you e o encerramento com Detroit the rock city. Love gun ficou de fora junto com a performance de Paul Stanley pendurado em um cabo sobre a platéia que teria sido cortada por causa da chuva, mas já estava tudo seco. Ficou sem explicação. Uma coisa notável no palco é o fato de os verdadeiros músicos serem o guitarrista e o baterista (já era assim na época de Ace e Peter, que eram até inferiores tecnicamente do que estes dois substitutos), cabendo aos dois fundadores fazer biquinho, saltitar, rebolar, agitar o público, fazer firulas, careta e apenas enrolar com seus respectivos instrumentos baixo e guitarra de base. O clima do público estava bem família, se outrora a banda era a inimiga número um dos pais, o que se viu na Praça da Apoteose foi vários pais levando seus filhos adolescentes e até mesmo crianças. Casais na casa dos trinta e jovens que sequer eram nascidos na época em que o quarteto visitou o Brasil pela primeira vez eram muito numerosos. Muitos fãs compareceram maquiados(algumas maquiagens fajutas não resistiram à chuva) e era interessante notar que as maquiagens de Demon (Gene) e Ace of space (Tommy) eram as preferidas dos meninos, já Star child (Paul) e Catman (Eric) eram as mais usadas pelas meninas. Circula uma história que depois da próxima turnê, que deverá ser no próximo ano, o Kiss vai trocar a sua formação para músicos jovens que serão substituídos de tempos em tempos tendo Gene e Paul como mentores e empresários. Mediante essa ameaça eu não poderia mesmo deixar de ir ao show.
Wednesday, April 15, 2009
O Vampire weekend foi uma das bandas mais legais que apareceram no ano passado, não é a salvação do rock (até a imprensa musical parece ter desistido de usar essa expressão para falar de alguma novidade), mas é um expoente da importante cena Brooklyn da qual fazem parte o National e o genial MGMT. O clipe da música Oxford Coma, todo feito em plano sequência é um achado e já consta entre os meus favoritos dessa década.
http://www.youtube.com/watch?v=P_i1xk07o4g
http://www.youtube.com/watch?v=P_i1xk07o4g
Wednesday, April 01, 2009
Dobradinhas

Shows de abertura servem apenas para aquecer o público enquanto espera a atração principal certo? Errado, muitas vezes o show de abertura só não é tão bom quanto o headliner devido à economia da luz e do som do palco, sempre reduzidos a um terço para as bandas de abertura. Mas cá entre nós há dobradinhas que ficaram históricas, como a do último dia 20 em que o público presente na Apoteose foi testemunha ocular do encontro dos pais da música eletrônica abrindo para a maior banda surgida nos últimos 15 anos, ou Bob Dylan abrindo para os Stones e em seguida dividindo o palco no show dos ingleses em Like a rolling stone (aquilo foi de arrepiar), o CBGB's circa 78 aportando em pleno Rio de Janeiro 2005 com a dobradinha Television e Elvis Costello, enfim, aqui vai a minha listinha:
.Jimmy Page & Robert Plant: Local- Apoteose (última edição do Hollywood Rock)
Ano- 1996
Show de abertura- Raimundos, Urge Overkill e Black Crowes
.Björk: Local- MAM (Free Jazz)
Ano- 1996
Show de abertura- 808 State
.Rolling Stones: local- Apoteose
Ano- 1998
Show de abertura- Cássia Eller e Bob Dylan
.Belle and Sebantien: Local- MAM (última edição do Free Jazz)
Ano-2001
Show de abertura- Grandaddy e Sigur Rós
.Elvis Costello: Local- MAM (TIM Festival)
Ano- 2005
Show de abertura- Television
.Pearl Jam: Local-Apoteose
.Jimmy Page & Robert Plant: Local- Apoteose (última edição do Hollywood Rock)
Ano- 1996
Show de abertura- Raimundos, Urge Overkill e Black Crowes
.Björk: Local- MAM (Free Jazz)
Ano- 1996
Show de abertura- 808 State
.Rolling Stones: local- Apoteose
Ano- 1998
Show de abertura- Cássia Eller e Bob Dylan
.Belle and Sebantien: Local- MAM (última edição do Free Jazz)
Ano-2001
Show de abertura- Grandaddy e Sigur Rós
.Elvis Costello: Local- MAM (TIM Festival)
Ano- 2005
Show de abertura- Television
.Pearl Jam: Local-Apoteose
Ano-2005
Show de abertura- Mudhoney
.U2: Local-Estádio do Morumbi
Ano-2006
Show de abertura- Franz Ferdinand
.Radiohead: Local-Apoteose
Ano-2009
Show de abertura: Los Heramnos e Kraftwerk
Ano-2006
Show de abertura- Franz Ferdinand
.Radiohead: Local-Apoteose
Ano-2009
Show de abertura: Los Heramnos e Kraftwerk
Wednesday, March 25, 2009
Como diria a minha colega Patrícia Kogut, uma nota zero bem redonda para o canal por assinatura Multishow que prometeu exibir o show do Radiohead, do Kraftwerk e do Los Hermanos ao vivo de São Paulo e na verdade exibiu os shows com delay (aquilo não era ao vivo) e ainda por cima editadíssimos, só os hermanos escaparam da tesoura. O show do Kraftwerk passou pela metade, no do Radiohead somente dez das vinte e cinco músicas do repertório foram mostradas. Bolas, se TV por assinatura serve justamente para exibir uma programação segmentada que a TV aberta não tem espaço (ou interesse) para exibir, por que essa economia porca lesando quem não pôde ir ao show ou foi, mas quis reviver cada momento? E quem assina o canal justamente para ter transmissões na integra e não depender dos cortes desrespeitosos feitos pelos canais abertos quando se propõem a exibir eventos dessa natureza, como fica? O certo (até porque foi o que deu para depreender da propaganda) era exibir os três shows integralmente, mas já que era para sacrificar, que fosse o aperitivo, e não o prato principal. Show dos Los Hermanos já foram exibidos pelo canal, do Radiohead apenas um show editado de algum festival europeu de alguns anos atrás, merecíamos ver a apresentação em Sampa sem cortes. Nota zero.
Sunday, March 22, 2009
CATARSE
Valeu a espera: quinze anos depois de estourar no mundo inteiro com seu lamento nerd de Creep e doze anos após conquistar corações mentes fãs e críticas com Ok Computer, o Radiohead finalmente fez seu primeiro show em solo brasileiros levando fãs da banda (e da boa música) a uma experiência de catarse coletiva que levará tempo para ser esquecida. Muita gente já havia perdido as esperanças de ver o quinteto de Oxford por aqui, a recompensa pela espera veio em forma de mais de duas horas de música de altíssima qualidade. A noite já começou bem, é verdade, com a volta do grupo carioca Los Hermanos, que apesar de estarem fazendo o papel de banda de abertura fez um show de headliners com boa resposta do público (tinha gente ali só por causa deles), o único senão foi uma certa falta de química, compreensível devido ao tempo separados e focados em seus respectivos projetos individuais (como a banda Little Joy de Rodrigo Amarante em parceria com o Fabrício Moretti dos Strokes e a carreira solo de Camelo). Em seguida entraram sem atraso os alemães do Kraftwerk. A banda fez um show impecável com o seu Kling Klang, usina de som composta por sintetizadores e computadores (agora fininhos laptops), projeções sincronizadas com as músicas e claro, os robôs que substituem os músicos na clássica We Are The Robots. A apresentação podia ser um pouco maior, mas o rigoroso cronograma quase expulsou os quatro do palco, quando as luzes da apoteose se acenderam com a banda ainda no palco. Enfim, com dez minutos de atraso em relação ao programado, entra em cena o prato principal. Com 15 step, que abre o ultimo trabalho do grupo In Rainbows, começou a apresentação da banda que pode ser considerada a maior dessa geração se for levado em conta o fator prestígio+relevância. Embora calcado no último trabalho, não faltaram no repertório hits bem conhecidos pelos fãs como Karma Police, cantada em uníssono, No Surprises, National Anthem, Idioteque, Everything Is In The Right Place, músicas tiradas dos dois discos mais inspirados da banda, Ok Computer e Kid A. A oferta de canções desses álbuns foi mais generosa na América Latina pelo fato de nunca terem vindo aqui e as músicas de In rainbows fizeram bonito, All I Need, Jigsaw Falling Into Place, Weird Fishes/Arpeggi, Body Snatchers e House of Cards foram muito bem recebidas. Tom Yorke esquisitão como sempre até chegou a esboçar uma certa simpatia, parecia um pouco surpreso ao ver a reação do público que acompanhava suas letras como se fossem falantes nativos do inglês. A comunhão palco-platéia fez o evento parecer um grande encontro ecumênico campal que teve como ponto alto o épico hipnótico Paranoid Android, talvez uma das melhores músicas dos anos 90. A última música foi um brinde para os latino americanos, Creep não era mais executada, mas abriram uma exceção para os espectadores de primeira viagem. Uma noite memorável, certamente um dos melhores shows que já passaram por aqui.
Sunday, March 15, 2009
APOTEOSE METALEIRA

Show do Iron Maiden é como Rolling Stones e Paul McCartney: muito previsível, sem surpresas, todo mundo sabe exatamente o que vai acontecer, e justamente por isso é divertidíssimo. É como na época de infância que a gente queria ver o mesmo desenho 20 vezes e achava o maior barato, assim é o público de rock clássico em geral, principalmente de Heavy Metal. Se os cinco tios do metal não apresentassem pirotecnia, bonecos gigantes, a mascote Eddie adentrando o palco, certamente o público sairia decepcionado. Nesta sétima passagem da banda pelo Rio (oitava pelo Brasil), a Donzela de ferro proporcionou tudo isso, além do carisma de Bruce Dickinson, dos solos e presepadas de Janick Gers, do baixo preciso do chefe Steve Harris, que colocou a cria Lauren Harris para abrir os trabalhos, os super competentes Dave Murray e Adrian Smith formando uma parede de guitarras e a pancadaria usual do baterista Nico McBrain. O show começou pontualmente na hora marcada, 21 e 30 com imagens do avião da banda Ed Force One nos dois telões nas bordas laterais do palco. A primeira música Aces High levou os milhares de fãs ao delírio, embora o som estivesse meio baixo e embolado no começo da apresentação. Daí seguiu uma seqüência de hits, todos da fase anos oitenta, a era de ouro da banda. Wrathchild, Two Minutes to Midnight, The Trooper, Wasted Years do fraco Somewhere in Time de 86 que inspirou o título da turnê, Somewhere Back In Time, todas cantadas em uníssono pelo público predominantemente masculino e bastante jovem, a maioria não era sequer nascida quando a banda lançou o primeiro álbum ainda com o vocalista Paul Dianno ou mesmo quando aportaram no Brasil pela primeira vez no Rock In Rio em 85. Claro que também não faltou o coro de Fear of the Dark, a única dos anos 90, Iron Maiden, com direito a um Eddie gigante e mumificado surgindo de dentro de uma esfinge soltando fogos pelos olhos e, claro, The Number Of The Beast. Depois de duas horas de muito rock pesado o público parecia de alma lavada. Dickinson prometeu voltar ao país em 2011 e o séquito de fãs fiéis já anotou na agenda, alguma dúvida?
Tuesday, March 10, 2009
Falando em Radiohead posto aqui a letra da música que para mim é uma das mais belas dos anos 90. Do magistral disco Ok Computer(onde a banda mostra realmente a que veio), No Surprises carrega a tradição de músicas um tanto fúnebres, mas que alcançam o fundo da alma, do rock britânico. É só lembrarmos de The Smiths, Echo And The Bunnymen, The Cure, Suede para exemplificar
No Surprises
A heart that's full up like a landfill,
a job that slowly kills you,
bruises that won't heal.
You look so tired-unhappy,
bring down the government,
they don't, they don't speak for us.
I'll take a quiet life,
a handshake of carbon monoxide,
with no alarms and no surprises,
no alarms and no surprises,
no alarms and no surprises,
Silence, silence.
This is my final fit,
my final bellyache,
with no alarms and no surprises,
no alarms and no surprises,
no alarms and no surprises please.
Such a pretty house
and such a pretty garden.
No alarms and no surprises (get me outta here),
no alarms and no surprises (get me outta here),
no alarms and no surprises, please
Monday, March 02, 2009
No Line On The Horizon

Eis que finalmente chega às lojas o novo disco da que é considerada a última das grandes bandas, o U2. Falou-se muito em revolução. Chegaram a gravar com o produtor Rick Rubin, requisitado por artistas que querem investir em um som mais “pesado”, mas as faixas foram descartadas e No Line On The Horizon (a banda se especializou em títulos longos para seus álbuns)foi produzido pelos velhos de guerra Brian Eno, Daniel Lenois e Steve Lillywhite, que assinaram os discos mais bem sucedidos da banda, inclusive o último, responsável pela renovação do público do quarteto irlandês. Mas não há nada de novo no horizonte. Ouvimos aqui (para o bem ou para o mal) exatamente toda a fórmula usada pelo U2 ao longo desses 31 anos.
A faixa de abertura lembra um pouco a fase Achtung baby/Zooropa, com guitarra cortante de The Edge, a levada lembra o lado b do single de One, Lady With The Spinning Head. Magnificent apresenta uns efeitos anos 80 que o U2 não usava nos anos 80, mas logo se revela uma típica música da banda, até meio previsível para quem acompanha o trabalho do quarteto de longa data. Momento of surrender é longa e com pretensões épicas. Unknown Caller é a que mais lembra o U2 dos anos 80, mais na primeira metade da década, em trabalhos como War(1983) e The Unforgettable Fire(1984). Curiosamente o primeiro single Get On Boots destoa um pouco do resto do disco. Enquanto o álbum de uma maneira geral remete aos 80 essa faixa se aproxima dos últimos trabalhos, há uma semelhança perceptível com Vertigo(só faltou o ôô ô ô ô). Embora tenha sido escolhida como o boi de piranha nas rádios do mundo inteiro, é uma das músicas menos inspiradas do pacote. Depois da pesadona e de letra cáustica Stand Up Comedy, vem Fez-Being Born tem clima oriental, diferente de Mystirious ways, tem um andamento semelhante ao de The Hands That Built America. Breath era para ter ficado de fora, entrou no álbum na última hora, é bela e também tem um leve clima oriental, com alguma influência de Kashimir do Led Zeppelin e o disco fecha com a bela Cedars of Lebanon. A impressão que fica é que o U2 até pensou em ousar, mas preferiu prestar um tributo ao seu legado e encher o álbum de referências, talvez até um pouco auto-indulgentes, mas que vão alegrar muito os fãs. E em julho começa a turnê que pode passar pelo Brasil ainda no fim de 2009 ou início de 2010. Que não se repita a falta de planejamento da demanda da venda de ingressos do último show da banda por aqui nem a bisonha organização das vendas do recente show de Madonna.
A faixa de abertura lembra um pouco a fase Achtung baby/Zooropa, com guitarra cortante de The Edge, a levada lembra o lado b do single de One, Lady With The Spinning Head. Magnificent apresenta uns efeitos anos 80 que o U2 não usava nos anos 80, mas logo se revela uma típica música da banda, até meio previsível para quem acompanha o trabalho do quarteto de longa data. Momento of surrender é longa e com pretensões épicas. Unknown Caller é a que mais lembra o U2 dos anos 80, mais na primeira metade da década, em trabalhos como War(1983) e The Unforgettable Fire(1984). Curiosamente o primeiro single Get On Boots destoa um pouco do resto do disco. Enquanto o álbum de uma maneira geral remete aos 80 essa faixa se aproxima dos últimos trabalhos, há uma semelhança perceptível com Vertigo(só faltou o ôô ô ô ô). Embora tenha sido escolhida como o boi de piranha nas rádios do mundo inteiro, é uma das músicas menos inspiradas do pacote. Depois da pesadona e de letra cáustica Stand Up Comedy, vem Fez-Being Born tem clima oriental, diferente de Mystirious ways, tem um andamento semelhante ao de The Hands That Built America. Breath era para ter ficado de fora, entrou no álbum na última hora, é bela e também tem um leve clima oriental, com alguma influência de Kashimir do Led Zeppelin e o disco fecha com a bela Cedars of Lebanon. A impressão que fica é que o U2 até pensou em ousar, mas preferiu prestar um tributo ao seu legado e encher o álbum de referências, talvez até um pouco auto-indulgentes, mas que vão alegrar muito os fãs. E em julho começa a turnê que pode passar pelo Brasil ainda no fim de 2009 ou início de 2010. Que não se repita a falta de planejamento da demanda da venda de ingressos do último show da banda por aqui nem a bisonha organização das vendas do recente show de Madonna.
Tuesday, February 24, 2009
CERIMÔNIA À INDIANA

Deu favoritismo em quase todas as categorias. Com exceção de melhor ator e filme estrangeiro, em que o japonês Okuribito venceu o israelense franco favorito Waltz With Bashir, quem apostou em azarão perdeu dinheiro. Quem Quer Ser Um Milionário?, que a princípio seria um azarão, mas ao longo da temporada de premiações despontou como barbada, levou, além do Oscar de melhor filme e diretor, mais seis prêmios, somando um total de oito (o filme concorria a dez). Foi um verdadeiro rolo compressor, enquanto o líder em indicações, O Curioso Caso De Benjamin Button teve de se contentar apenas com três dos treze a que concorria, todos os três técnicos (direção de arte, maquiagem e efeitos visuais). A cerimônia apresentada pelo Wolverine Hugh Jackman foi divertida, o ator australiano se revelou um bom apresentador e ainda revelou sua porção Broadway cantando, dançando e sapateando em números musicais. O número inicial em que ele fez várias referências aos indicados e ainda chamou a atriz Anne Hathaway, que concorria ao Oscar de melhor atriz por O Casamento De Rachel para participar foi impagável. Um outro com vários dançarinos e participação da cantora Beyoncé também foi divertidíssimo, na verdade era um medley de temas clássicos do cinema musical. A participação de Beyoncé e mesmo a escolha de Jackman para o posto de cicerone confirmam a tendência da cerimônia de tentar atrair a audiência jovem, e isso pôde ser constatado na agilidade da festa e nos clipes que compilavam os principais sucessos do ano em cada gênero (comédia, romance, ação, animação), sempre com estandartes pop modernos (como Coldplay, por exemplo) na trilha de fundo. Ainda para uma maior agilidade, as canções originais que concorriam na noite foram apresentadas de uma só vez e não espalhadas ao longo da cerimônia. As baixas foram M.I.A que acabou de dar a luz e não compareceu para executar o tema de Quem Quer Ser Um Milionário? e Peter Gabriel, que reclamou da falta de tempo para preparar a apresentação da música de sua autoria Down to Earth, tema da animação Wall-E. O britânico ex-líder do Genesis até compareceu à cerimônia na platéia, mas quem cantou o tema da animação da Pixar foi John Legend. A premiação desse ano apresentou uma inovação na entrega dos prêmios de melhor ator e melhor atriz: tanto na categoria coadjuvante quanto na principal a introdução foi feita por vencedores de edições passadas em vez da tradicional passagem de cetro dos outros anos, quando a vencedora/vencedor do ano anterior entregava a estatueta para o vencedor/vencedora do ano. Na categoria atriz coadjuvante havia um certo favoritismo que se confirmou, ganhou a atriz Penélope Cruz por Vicky Cristina Barcelona, não chegou a ser barbada porque Viola Davis e Emma Davis, ambas concorrendo por Dúvida, também eram fortes candidatas. No discurso agradeceu seu padrinho, o cineasta espanhol Pedro Almodóvar. Kate Winslet bateu Maryl Streep na categoria atriz principal e levou sua primeira estatueta para casa por sua atuação em O Leitor com um discurso emocionado, ela ensaiava para aquele momento desde criança em frente ao espelho com uma embalagem de xampu na mão. A surpresa foi a vitória de Sean Penn por sua interpretação em Milk, derrubando o favoritismo de Mickey Rourke. O momento mais emocionante da noite foi mesmo o Oscar póstumo para Heath Ledger, o primeiro em trinta e três anos. O único ator a ganhar a estatueta pós-óbito foi Peter Finch pelo filme Rede De Intrigas. A família de Ledger recebeu o prêmio em seu nome (mas a dona é sua filha, pelas regras da academia) e o reconhecimento da academia pelo brilhante trabalho do jovem ator australiano morto há um ano, antes da estréia do filme Batman O Cavaleiro Das Trevas onde deu ao cinema um a versão definitiva do Coringa, levou muitos presentes quase às lágrimas. O rei da comédia Jerry Lewis também foi lembrado e ganhou um prêmio honorário pelo conjunto da obra. Talvez uma forma da academia se lembrar de uma época em que comédia se fazia com inteligência, graça e gaiatice, e não com piadas imbecis e grosseiras. De resto foi festa à indiana, quando Spielberg anunciou o prêmio mais importante da noite, quase toda a equipe do filme, entre britânicos e indianos, subiu ao palco, inclusive as crianças protagonistas.
Melhor Filme
Quem Quer Ser Um Milionário
Melhor diretor
Danny Boyle – Quem Quer Ser Um Milionário
Melhor ator
Sean Penn - Milk-A Voz Da Liberdade
Melhor atriz
Kate Winslet – O Leitor
Melhor ator coadjuvante
Heath Ledger - Batman O Cavaleiro Das Trevas
Melhor atriz coadjuvante
Penélope Cruz - Vicky Cristina Barcelona
Melhor Animação Longa-Metragem-
Melhor Filme
Quem Quer Ser Um Milionário
Melhor diretor
Danny Boyle – Quem Quer Ser Um Milionário
Melhor ator
Sean Penn - Milk-A Voz Da Liberdade
Melhor atriz
Kate Winslet – O Leitor
Melhor ator coadjuvante
Heath Ledger - Batman O Cavaleiro Das Trevas
Melhor atriz coadjuvante
Penélope Cruz - Vicky Cristina Barcelona
Melhor Animação Longa-Metragem-
Wall-E
Melhor Roteiro Adaptado
Quem Quer Ser Um Milionário
Melhor Roteiro Original
Milk - A Voz da Liberdade
Melhor Direção de Arte
O Curioso Caso de Benjamin Button
Melhor Fotografia
Quem Quer Ser Um Milionário
Melhor Figurino
A Duquesa
Melhor Filme Estrangeiro
Okuribito (Japão)
Melhor Documentário
O Equilibrista
Melhor Documentário Curta-Metragem
Smile Pinki
Melhor Montagem
Quem Quer Ser Um Milionário
Melhor Maquiagem
O Curioso Caso de Benjamin Button
Trilha Sonora Original
Quem Quer Ser Um Milionário
Melhor Canção Original
"Jai Ho" - Quem Quer Ser Um Milionário
Melhor Curta Animado
La Maison en Petits Cubes
Melhor Curta Live-Action
Spielzeugland (Toyland)
Melhor Edição de Som
Batman – O Cavaleiro das Trevas
Melhor Mixagem de Som
Quem Quer Ser Um Milionário
Efeitos Especiais
O Curioso Caso de Benjamin Button
Melhor Roteiro Adaptado
Quem Quer Ser Um Milionário
Melhor Roteiro Original
Milk - A Voz da Liberdade
Melhor Direção de Arte
O Curioso Caso de Benjamin Button
Melhor Fotografia
Quem Quer Ser Um Milionário
Melhor Figurino
A Duquesa
Melhor Filme Estrangeiro
Okuribito (Japão)
Melhor Documentário
O Equilibrista
Melhor Documentário Curta-Metragem
Smile Pinki
Melhor Montagem
Quem Quer Ser Um Milionário
Melhor Maquiagem
O Curioso Caso de Benjamin Button
Trilha Sonora Original
Quem Quer Ser Um Milionário
Melhor Canção Original
"Jai Ho" - Quem Quer Ser Um Milionário
Melhor Curta Animado
La Maison en Petits Cubes
Melhor Curta Live-Action
Spielzeugland (Toyland)
Melhor Edição de Som
Batman – O Cavaleiro das Trevas
Melhor Mixagem de Som
Quem Quer Ser Um Milionário
Efeitos Especiais
O Curioso Caso de Benjamin Button
Monday, February 23, 2009

Agora não precisamos mais ir a Buenos Aires para assistir a um filme em IMAX. Foi inaugurada em São Paulo a primeira sala da projeção gigante do Brasil no Espaço Unibanco de cinema de Pompéia, no shopping Bourbon, na zona oeste da capital. Embora dentro dos padrões internacionais, as dimensões da tela não chegam a ser tão gigantescas (14mx21m), a de Buenos Aires é maior (a maior da américa latina), mas ainda assim é uma experiência e tanto ver filmes em 2d ou 3d numa tela de IMAX, e, o que é melhor, sem sair do país (minha primeira experiência no formato foi em Londres há 8 anos e fiquei maravilhado). Pena que no Rio deve demorar um pouco, a próxima sala a ser construida no segundo semestre deste ano será em Porto Alegre. A tendência é aumentar o número de salas IMAX pelo mundo, bem como o número de filmes no formato, pois, com o aumento do tamanho e da definição das tvs os cinemas têm de oferecer algo a mais para fazer com que o público saia de casa. Batman o cavaleiro das trevas que teve boa parte das cenas filmadas com câmeras IMAX está sendo exibido na sala paulista. Tem seis minutos a mais , além de uma imersão incrível nas cenas, sgundo quem teve a oportunidade de conferir. Vale a ponte aérea
Saturday, February 21, 2009
O Oscar desse ano cai bem no domingo de carnaval, mas como cinéfilo é ruim da cabeça e doente do pé, isso não chega a ser problema. Já que a cerimônia começa quando a passarela do samba estiver a todo vapor, nada mais apropriado do que fazer uma analogia entre os quesitos julgadores do desfile e as categorias da premiação de Hollywood. Na verdade estou reprisando uma brincadeira postada em fevereiro de 2006, mas faz sentido
Samba-enredo- canção originalEnredo- roteiro
Alegorias e adereços- direção de arte
Fantasia- figurino
Bateria- som
Harmonia- montagem sonora
Conjunto- montagem
Mestre sala e porta bandeira- melhor ator/atriz
Tuesday, February 17, 2009
GRAMMY PROGRAMA LEGAL

Costumava ser assim: a cerimônia do Grammy era chata, monótona, com artistas americanos que só os americanos conheciam, e, entre um número musical modorrento de algum artista country e outro, saía um prêmio para alguma banda britânica, ou quem sabe de Hard rock? A premiação andava tão conservadora que chegou a ponto de dar ao Aerosmith(??????) o Grammy de banda alternativa(???????????). Enquanto isso, a MTV fazia seu VMA, a versão mais descontraída e bem mais legal do Grammy, com as bandas e artistas que interessavam, sem aquela chatice careta do Grammy. Mas hoje o cenário é outro: o VMA se encontra monopolizado pelo império do hip hop/r&b e o Grammy... não é que se tornou uma boa opção? Bons shows, premiações justas, podia ser um pouco menor, é claro, e o excesso de premiações pelo conjunto da obra cansa um pouquinho, mas a cerimônia se mostrou eclética, teve pra todos os gostos. A noite começou com U2 e sua nova música do disco que será lançado no próximo dia 2. A faixa intitulada Get On Your Boots lembra bastante Vertigo, o hit do álbum anterior dos irlandeses, só que menos inspirada, é ouvir o restante e saber se a banda mantém o nível dos dois últimos trabalhos. O Coldplay fez seu show certinho de sempre, Paul McCartney relembrou o clássico de sua ex-banda “I saw her standing there” com Dave Grohl na bateria, Al Green também interpretou seu clássico com um artista contemporâneo Justin Timberlake, mas cá entre nós, Let’s stay together dispensava o ex-NSYNC. Kate Perry substituiu Rihanna que chegou a ser anunciada no início da cerimônia, mas cancelou sua apresentação meia hora antes da festa, dizem que por ter levado uma surra do namorado. Interessante também foi M.I.A ter se apresentado com um barrigão de nove meses e possibilidade de parto para aquela noite. A grata surpresa mesmo foi o show do Radiohead, geralmente avesso a esse tipo de evento e a apresentação de Robert Plant e Alison Kraus, os vencedores da noite. A dupla merecidamente faturou os cinco troféus a que concorria, sendo dois por Raising Sand(disco do ano e disco folk contemporâneo)e os outros por músicas do álbum, Killing the blues, Rich woman e Please read the letter, favorito da noite o rapper Lil Wayne só levou metade dos oito prêmios a que Tha Carter III concorria, Coldplay ganhou o prêmio de canção do ano por Viva la vida e o Radiohead levou por banda alternativa. Que no próximo ano continue assim.
Subscribe to:
Posts (Atom)

