Friday, October 28, 2005
Pois é, tanto choraminguei no post da sexta passada por não poder ir ao Tim festival em especial ao main stage de domingo e acabei conseguindo ir(Deus existe). Comprei o ingresso no cambista (que a principio queria fazer a 200 paus, mas na conversa chegamos a um denominador comum de 120) e presenciei a uma noite histórica, valeu cada centavo, o CBGB’s baixou no MAM. O show do Television foi antológico, longe de uma banda fora de forma fazendo cover de si mesma, os caras ainda mantém a química em alta, clássicos do aclamado Marquee Moon não faltaram, inclusive a faixa titulo foi executada de forma magistral. Elvis Costello trouxe sua banda The Imposters e fez uma apresentação que já configura no hall dos shows históricos junto com Queen no Rock in Rio I(1985), Echo & the Bunnymen no canecão(1987), Stones no maraca(1995) e na apoteose(1998), Sonic Youth no Free Jazz(2000), Neil Young no Rock in Rio III(2001) e Roger Waters na apoteose(2002).O show começou de forma incendiária com Uncomplicated e Elvis chamando o público que permanecia sentado nas(desnecessárias)mesas para se levantar e ir pra perto do palco, afinal de contas aquilo seria um show de rock.Ver a cara de tacho dos seguranças que antes de começar o show mandaram todo mundo permanecer sentado foi hilário, provavelmente a produção do festival deve ter achado que seria um show intimista na linha dos últimos trabalhos do artista, mas foram duas horas de puro e excelente rock n’ roll. O show foi um passeio por toda a carreira de Elvis, se concentrando mais na fase roqueira como Radio radio, watching the detectives, clubland, oliver’s army, what’s so fun about peace love and understand, petardos executados quase emendados uns nos outros, sem aquelas pequenas pausas. Sem duvidas uma noite para ser lembrada por muito tempo.
Thursday, October 27, 2005
Este que vos escreve cometeu dois erros imperdoáveis na coluna do Live 8:
1. disse que David Bowie pegou um concorde e foi de Londres a Filadélfia para cantar dancing in the streets com Mick Jagger, que viagem, Bowie não saiu de Londres e Jagger se apresentou com Tina Turner. Quem realizou a façanha de tocar nos dois lados do Atlântico graças ao supersônico foi o Phil Collins;
2. me dei conta do erro umas duas semanas depois do post e só estou colocando a reparação agora!!!
1. disse que David Bowie pegou um concorde e foi de Londres a Filadélfia para cantar dancing in the streets com Mick Jagger, que viagem, Bowie não saiu de Londres e Jagger se apresentou com Tina Turner. Quem realizou a façanha de tocar nos dois lados do Atlântico graças ao supersônico foi o Phil Collins;
2. me dei conta do erro umas duas semanas depois do post e só estou colocando a reparação agora!!!
Friday, October 21, 2005
Não vou ao Tim Festival e é por puro desleixo; subestimei a procura pelos ingressos e fiquei a ver navios. Os três dias e palcos que me interessavam se esgotaram muito rápido. Não consegui nem pro show extra dos Strokes no sábado, e o pior que quando saiu a lista das atrações eu me planejei para ir a todos os dias. O motivo de minhas lamúrias é o fato de esta ser a melhor escalação para um festival internacional no Brasil desde o Hollywood Rock de 1993(aquele no qual se apresentaram Nirvana, Alice in Chains, Chilli Peppers, todos no auge) e também por este provavelmente vir a ser o último ano do evento no MAM que se mostrou um espaço perfeito quando foi adotado como sede do festival em 1996 quando ainda era Freee Jazz, embora aquele espaço Village tenha se tornado Hype demais para o meu gosto(tava superlotando tanto que passaram a cobrar 10 reais de entrada). Contudo, o show que me mais me dói perder é o de domingo: Elvis Costello acompanhado dos Impostors, sua banda da fase áurea, com show de abertura do Television. É o tipo de fenômeno que ocorre somente uma vez no Brasil, como Echo & the Bunnymen com a formação original no Canecão em 87, Kurt Cobain mostrando músicas do disco seguinte In Útero que só seria lançado no meio daquele ano, ou Bob Dylan abrindo pros Stones e depois dando uma canja no show destes na música Like a Rolling Stone (essa nem lá fora). Ou seja, vai ser pra contar pros netinhos. Bom, a vida continua e o negócio agora é pensar no Pearl Jam, Stooges, Stones e corre no ar uma história de que ano que vem vai rolar Jamiroquay, David Gilmour e Radiohead. É torcer pro dólar continuar a R$2,30.
Tô ouvindo M.I.A direto e só agora estou me dando conta. Apesar da badalação, Arular é realmente muito legal e parece que na Inglaterra e em Nova York toca direto, ou seja, os gringos se amarraram no funkão carioca que nada mais é do que uma adaptação do miami bass criado por eles mesmo. é o ciclo se completando.
Parece que Zhang Yimou voltará aos wuxias, confirmando as minhas expectativas de que essa fase artes marciais rendesse uma trilogia, posto que já realizara Hero e House of flying Daggers. O filme que começará a ser filmado em fevereiro traz de volta a musa do cineasta e principal estrela do cinema asiático Gong Li. Também está no elenco Chow Yun Fat, o Li Mu Bai de O tigre e o dragão, que faz papel de um príncipe que vive uma paixão proibida com a personagem de Gong Li, sua guarda pessoal e como pano de fundo certamente veremos embates espetaculares, fotografia magistral e direção de arte de cair o queixo. Vamos esperar.
Wednesday, October 19, 2005
Balanço do Festival do Rio 2005
Findo o festival do rio, faço o meu tradicional balanço do que aconteceu de mais legal no evento, embora esse ano eu tenha assistido a uma quantidade de filmes muito menor do que nos anos anteriores (vida de concursista...). A premier Brasil deste ano ganhou mais destaque e muito mais relevância, a ausência de Oldboy no ano passado foi reparada a contento com nada menos que 3 filmes de Chen Wook Park: o superestimado Três extremos onde o diretor assina o segundo curta e os outros dois filmes da trilogia da vingança na qual Oldboy se insere como o segundo filme; Senhor vingança(ótimo) e Lady vingança(um dos melhores do festival e do ano fácil). A maioria dos convidados estrangeiros furou (Spike Lee, Gus Van Sant, Stephen Frears)mas Danny Glover e Ralph Fiennes cumpriram com o prometido e deram as caras no Odeon nas sessões de gala de seus respectivos Manderlay e O jardineiro fiel do nosso Fernando Meirelles, sessões essas que confirmaram o Odeon como epicentro do festival, posto outrora ocupado pelo eixo Estação botafogo-Espaço Unibanco(o que não quer dizer que a rua voluntários da pátria não botou gente pelo ladrão). Na média geral esse festival, ao meu ver, foi bastante inferior aos anteriores, provavelmente o mais fraco dos últimos 5 anos, faltaram mostras temáticas como a “no ritmo dos musicais” de 2003 onde pudemos ver Rock Horror Picture Show, Hair, the Wall, Tommy no telão, ou a “de volta para o futuro” do ano passado que nos deu oportunidade de (re)ver filmaços como Planeta dos macacos, 2001, Blade Runner , O dia em que a terra parou, Barbarella e Alien onde devem ser vistos: no cinema. Sem falar na mostra Sérgio Leone e a curiosa mostra isso é Bollywood que trouxe ao Brasil aqueles musicais indianos que lotam os cinemas por lá. Sem contar que esse ano apesar de muitos filmes legais não houve “O” grande filme.
Aqui vai minha listinha dos melhores que eu vi.
1.Querida Wendy-dirigido por Thomas Vintenberg e roteirizado por Lars Von Trier, o filme é bem apropriado para esses tempos de referendo acerca do estatuto do desarmamento, fala do paradoxo entre porte de armas e não emprego da violência e coloca em questão a eficácia desta filosofia
2.Last days-O filme cabeça de Van Sant leva o conceito de Elephant à enésima potência. Claramente inspirado nos últimos dias do líder do Nirvana Kurt Cobain, o filme tem longas seqüências contemplativas, planos-sequência, narrativa nem sempre linear e mensagens subliminares. Um verdadeiro alterofilismo cinematográfico
3.Lady vingança-só perde para Oldboy e já está na minha lista dos melhores de 2005, aqui o diretor Chen Wook Park se supera com a estética mais sofisticada apresentada em sua obra até agora e coloca de vez seu nome entre os mais importantes cineastas orientais da atualidade
4.medidas para mudar o mundo-Hilário pseudo documentário alemão sobre idéias absurdas para se viver melhor.
5.seven swords –bela sessão da tarde chinesa, que embora esteja longe de um tigre e o dragão(que viria no festival de 2000, mas acabou só estreando no circuitão em fevereiro de 2001), um Hero ou um House of flying daggers(ambos sensação do festival passado), é um bom passatempo embora pudesse ser um pouco menor.
Aqui vai minha listinha dos melhores que eu vi.
1.Querida Wendy-dirigido por Thomas Vintenberg e roteirizado por Lars Von Trier, o filme é bem apropriado para esses tempos de referendo acerca do estatuto do desarmamento, fala do paradoxo entre porte de armas e não emprego da violência e coloca em questão a eficácia desta filosofia
2.Last days-O filme cabeça de Van Sant leva o conceito de Elephant à enésima potência. Claramente inspirado nos últimos dias do líder do Nirvana Kurt Cobain, o filme tem longas seqüências contemplativas, planos-sequência, narrativa nem sempre linear e mensagens subliminares. Um verdadeiro alterofilismo cinematográfico
3.Lady vingança-só perde para Oldboy e já está na minha lista dos melhores de 2005, aqui o diretor Chen Wook Park se supera com a estética mais sofisticada apresentada em sua obra até agora e coloca de vez seu nome entre os mais importantes cineastas orientais da atualidade
4.medidas para mudar o mundo-Hilário pseudo documentário alemão sobre idéias absurdas para se viver melhor.
5.seven swords –bela sessão da tarde chinesa, que embora esteja longe de um tigre e o dragão(que viria no festival de 2000, mas acabou só estreando no circuitão em fevereiro de 2001), um Hero ou um House of flying daggers(ambos sensação do festival passado), é um bom passatempo embora pudesse ser um pouco menor.
Wednesday, September 07, 2005
Green Day salva o rock no VMA's 2005
Única banda de rock de destaque em meio ao império do rap-r&b-hip-hop da MTV americana foi justamente a grande vencedora da edição 2005 do Vídeo Music Award, o Oscar do vídeoclipe.Outros artistas bem cotados e premiados foram Miss E. Elliot e Gwen Steffani (vocalista do No Doubt em carreira solo).
Não é de hoje que o VMA’s vem dedicando cada vez menos espaço ao bom e velho rock n’ roll que em outros tempos gozava de grande prestígio na cerimônia. Agora fica restrito à categoria segmentada fora raras exceções, e como a premiação é um reflexo direto do que está quente nas paradas de sucesso do tio Sam, é compreensível que o rock tenha sido suplantado pela música pop negra. Em decorrência disso a premiação desse ano foi homogênea, monocromática, quase de um só gênero; shows extremamente enfadonhos e esquecíveis de rappers malas ou artistas pop sem expressão nenhuma, salvo os do Green Day logo na abertura da festa e Coldplay mais adiante num show que mesmo burocrático foi bem acima da média, além , é claro, da bizarra apresentação-A-volta-dos-mortos-vivos de MC Hammer, ainda no capítulo bizarrice ainda houve um momento latinos unidos(afinal desde o ano passado a cerimônia é realizada em Miami, a cidade mais latina fora da América latina) liderado por Ludacris onde rolou até mesmo uma batucada brasileira pra gringo ver, com direito a bandeira verde e amarela e tudo.No saldo final o VMA’s 2005 foi uma triste e pálida versão da premiação de outrora, que tinha Nirvana e Pearl Jam concorrendo a estatuetas e contava com shows de U2, Rolling stones Madonna e Michael Jackson. Sem querer desmerecer, mas quando a banda de maior prestígio de uma premiação é o Green Day, por melhor que seja o último disco, é sinal de que algo está errado.
Não é de hoje que o VMA’s vem dedicando cada vez menos espaço ao bom e velho rock n’ roll que em outros tempos gozava de grande prestígio na cerimônia. Agora fica restrito à categoria segmentada fora raras exceções, e como a premiação é um reflexo direto do que está quente nas paradas de sucesso do tio Sam, é compreensível que o rock tenha sido suplantado pela música pop negra. Em decorrência disso a premiação desse ano foi homogênea, monocromática, quase de um só gênero; shows extremamente enfadonhos e esquecíveis de rappers malas ou artistas pop sem expressão nenhuma, salvo os do Green Day logo na abertura da festa e Coldplay mais adiante num show que mesmo burocrático foi bem acima da média, além , é claro, da bizarra apresentação-A-volta-dos-mortos-vivos de MC Hammer, ainda no capítulo bizarrice ainda houve um momento latinos unidos(afinal desde o ano passado a cerimônia é realizada em Miami, a cidade mais latina fora da América latina) liderado por Ludacris onde rolou até mesmo uma batucada brasileira pra gringo ver, com direito a bandeira verde e amarela e tudo.No saldo final o VMA’s 2005 foi uma triste e pálida versão da premiação de outrora, que tinha Nirvana e Pearl Jam concorrendo a estatuetas e contava com shows de U2, Rolling stones Madonna e Michael Jackson. Sem querer desmerecer, mas quando a banda de maior prestígio de uma premiação é o Green Day, por melhor que seja o último disco, é sinal de que algo está errado.
Friday, July 15, 2005
Agora acabou
Desta vez é definitivo. A fluminense fm acabou, em seu lugar entrará a band news fm e ao que tudo indica não vai ter volta. A flu fm, que tinha a alcunha de “maldita”, exerceu um papel de suma importância nos anos 80 na consolidação do Brock e também como vitrine de tudo que rolava de legal lá fora, uma vez que na época não existia internet, a MTV só chegaria nos 90 e as publicações de música não abundavam. Em meados da década passada a rádio, que em 1985 ocupou a 3º posição no ranking das mais ouvidas no Rio, que amargava uma agonizante decadência saiu do ar para dar lugar à paulista Jovem Pan, cuja programação era basicamente composta de dance farofa o que deixou os roqueiros do Rio em cólicas e se mordendo de inveja dos paulistas que ainda tinham a 89. Em 2001 a flu retornou, só que desta vez em am, difícil de sintonizar, mas era a maldita de volta e isso é que importava. Em agosto do ano seguinte a rádio voltou ao mítico 94,9 do dial e com isso agora a alegria parecia estar completa. Apenas parecia; após a euforia inicial veio o banho de água fria: a fluminense versão século 21 nada mais era do que um mero arremedo da rádio cidade, seguindo aquele esquema de mais do mesmo jabazeiro, dessa forma a função de reveladora de pérolas ficou nos anos 80; algumas novidades eram interessantes, como a drag band Textículos de Mary, mas ouvindo aquela versão gay-sacana da música da She-Ra do primeiro disco da Xuxa pela décima vez num só dia dava no saco, sem falar nas bandinhas sem a menor criatividade e talento que eram apresentadas como revelações. E nada de Mombojó, Stereo Total, Franz Ferdinad, Libertines; em contrapartida, tome Nickleback, Charlie Brown jr. Creed, Linkin Park. Percebendo o desandar da massa, mudaram o perfil da rádio para light fm, dessas voltadas para o público mais maduro, com mais de 25 anos onde só se toca coisas feitas de 5 anos para trás. Ok era legal, rolava Beatles de vez em quando ou algumas coisas dos anos 80 e 90 que eram desenterradas (era curioso ouvir heart and soul do Huey Lewis And The News, que tocava direto no iniciozinho de 84), mas cadê as novidades? E mais uma vez a fluminense acabou por pura falta da atitude que marcou os primeiros 8 anos de vida e lhe conferiu o apodo de maldita. A realidade hoje também é muito diferente da de vinte anos atrás, o espírito da flu agora reside nas rádios comunitárias, nas rádios na internet, uma vez que as fms só estão interessadas em lucro rápido e certo e ao que tudo indica, musica boa não dá dinheiro, a prova disso é a primeira colocada no ranking das mais ouvidas: fm o dia.
Wednesday, July 13, 2005
Invasões Bárbaras
Eles estão entre nós: os visigodos da era moderna irromperam os umbrais do império ocidental mais uma vez com a promessa de espalhar medo e terror sobre nossas vidas confortáveis, regradas e assépticas. O pior de tudo é que NÓS, de alguma forma, criamos o monstro. Foram anos de imperialismo, colonialismo, intervenções militares equivocadas, sem contar com certo desprezo e visível discriminação. O golpe de misericórdia é dado com a criação do Estado de Israel dentro da Palestina e apoio incondicional aos judeus em suas conquistas de território palestino Tudo isso apenas fomentou o ódio e o ressentimento, neste âmbito o fundamentalismo torna-se ainda mais raivoso. Provamos de todas as formas que se existe um mal, ele reside no ocidente. Compreendem por silogismo que se estiverem sendo constantemente acometidos por privações e toda a sorte de vilipêndio, isso se deve ao ocidente. Em resposta, planejam ataques bárbaros para nos mostrar que se podemos fazer do mundo deles um lugar pior para se viver, podem fazer o mesmo em relação a nós, agindo da forma mais vil e pusilânime, nos brindando com um show de horrores tornando nossos dias seguintes um imenso ponto de interrogação. É possível negociar? Não, não é. Trata-se de uma vertente fanática, fruto de um ódio arraigado e extremamente determinado, jamais aceitariam qualquer forma de diálogo. Ok retiramos tropas do Iraque e do Afeganistão e criamos o Estado Palestino; eles voltarão a nos ameaçar, mas por uma outra causa, seja pela libertação de prisioneiros no Guantânamo, seja por uma revogação da lei que proíbe o uso do véu islâmico nas escolas francesas. Eles somente terão paz se a sociedade judaico-cristã for dissolvida e em seguida provavelmente tentarão destruir a si próprios, pois esta é uma característica inerente ao ser humano: quando passamos a dominar o fogo e os animais selvagens já não nos ofereciam o mesmo perigo passamos a matar nossos semelhantes. Somos animais bélicos. “Granada nunca mais” disse certa vez Osama Bin Laden se referindo ao episódio em que os mouros foram derrotados e expulsos da província espanhola em 1492, o que traduz perfeitamente o sentimento de vingança do qual estão imbuídos os fundamentalistas radicais. E nós desencadeamos esse processo.
Friday, July 08, 2005
NOSTALGIA DÁ O TOM DO LIVE 8
“Que dia, que noite”; assim bem definiu Paul McCartney ao final do já histórico Live 8, evento organizado por Bob Geldof, mesmo idealizador do Live Aid de 1985. Desta vez o evento não foi beneficente, como fora o anterior, tanto que os ingressos não foram vendidos e sim sorteados e se há vinte anos o megaevento aconteceu em duas cidades simultaneamente (no Wembley em Londres e no estádio John Kennedy na Filadélfia) este foi ainda além: contou com 11 cidades, tendo Londres e Filadélfia como epicentro. Em 1985 o objetivo era arrecadar fundos para combater a fome na África, já o do ultimo sábado teve por escopo chamar a atenção dos líderes do G8 (os 7 mais ricos + Rusia e não os 8 mais ricos como insistiam os vjs da MTV) que se encontram em Edimburgo dia 6 (ontem) para a miséria no continente mais pobre do mundo.
O evento contou com os principais nomes da música atual como Coldplay, que teve participação do ex-Verve Richard Ashcroft, the killers, Muse, Black Eyed Peas, Destiny’s Child, Snow Patrol, Scissors Sisters, Joss Stone, Maroon five entre outros, quem deu o tom da festa foram os veteranos.
O megaevento deu início com Beatles e Paul McCartney tocando juntos Sgt Pepper acompanhado de um naipe de metais composto por quatro músicos vestidos com a indumentária do quarteto de Liverpool da lendária capa do álbum. O dia prometia. Em seguida o U2 mandou duas recentes -Beautiful day do penúltimo disco e Vertigo do ultimo- e uma da época do Achtung Baby, One. Mais tarde Elton John entrou com sua famosa sacode-esqueleto Saturday night, logo em seguida chamou o ex-libertine Pete Doherty, travestido de Marc Bolan, para cantarem Children of the Revolution, clássico do T.Rex.
Em Roma, foi a vez de um rechonchudo Simon LeBon promover uma volta aos 80’s com seu Duran Duran, em Berlim o A-Ha fez o mesmo. Também em Berlim apresentaram-se Brian Wilson e seu olhar perdido numa execução de Goood vibrations e Roxy Music de Brian Ferry. Na América a volta dos que não foram se deu por um já passadinho Bon Jovi e o anacrônico Mötley Crue (Vince Neill ta uma baleia). Voltando à Londres, Geldof a exemplo do Live Aid também reuniu sua antiga banda, o Boomtown Rats. Um dos pontos altos foi quando Geldof chamou ao palco uma menina que sofria com a miséria na África e prestes a morrer de inanição foi salva pelo capital arrecadado pelo Live Aid, hoje ela está se formando em Agronomia, logo em seguida entrou Madonna que abraçou e beijou a menina e cantou Like a Prayer ( do clipe das cruzes em chamas, onde ela seduz um santo negro que é confundido com um marginal e leva porrada da polícia, devido à polêmica a pepsi retirou seu patrocínio da turnê Blonde ambition), além de Ray of light e Music. Ainda na onda nostálgica os ex-Guns n roses do Velvet revolver também deram o ar da graça no Hyde Park. Mas o momento mais aguardado ainda estava por vir; The Who, Pink Floyd e Paul MacCartney na seqüência!!!!!!
Depois do incendiário show do the Who que executou duas músicas bem apropriadas ao evento -Who are you e Won’t get fooled again- entra o Pink Floyd, parecia mentira ver David Gilmour e Roger Waters dividindo o mesmo palco, se entreolhando e até sorrindo. Começaram com Breath, em seguida Money (ó a indireta). Em Wish you were here foi emocionante ver Gilmour e Waters dividindo os vocais e a imagem de Syd Barrett no telão. Para arrematar, Comfortably Numb. Ao contrário da ridícula reunião do Led Zeppelin no Live Aid, o show do Pink Floyd foi memorável, mesmo depois de tanto tempo eles estavam afiadíssimos. Aí depois ficou ruim para Paul McCartney, pois encontrou um Hyde Park sob efeito da catarse promovida por Robbie Williams e da comoção causada pelo Pink Floyd, mas o carisma do ex-Beatle bastou para chamar o show para si e fazer o povo gastar as últimas energias se sacudindo ao som de Get back e Drive my car, esta ultima acompanhada de George Michael. Em The long and winding road lembrou que dali a pouco iniciaria a marcha para Edimburgo e a parte final de Hey Jude encerrou as dez horas de música e conscientização. Vale ressaltar que dessa vez houve uma disparidade qualitativa das atrações de Londres em relação aos EUA, embora na edição anterior, Londres também tenha levado a melhor, a Filadélfia não ficou tão atrás.
Curiosidades:
-A parte romana foi um fiasco, esperava-se 500 mil foram 50 mil, também pudera, com Faith Hill e Duran Duran como atração principal, muita gente ou foi a Londres ou ficou em casa vendo pela tv.
-Em 85 no Live Aid David Bowie se apresentou em Londres e na Filadélfia; terminou seu show no Wembley e pegou um avião para se apresentar ao lado de Mick Jagger no JFK
-O Live Aid foi realizado no dia 13 de julho a partir daí a data passou a ser o dia internacional do rock.
Quem repetiu a dose 20 anos depois:
U2, Madonna, Duran Duran, The Who, Brian Adams, Sting (na época no Police) além, é claro do próprio Geldof.
“Que dia, que noite”; assim bem definiu Paul McCartney ao final do já histórico Live 8, evento organizado por Bob Geldof, mesmo idealizador do Live Aid de 1985. Desta vez o evento não foi beneficente, como fora o anterior, tanto que os ingressos não foram vendidos e sim sorteados e se há vinte anos o megaevento aconteceu em duas cidades simultaneamente (no Wembley em Londres e no estádio John Kennedy na Filadélfia) este foi ainda além: contou com 11 cidades, tendo Londres e Filadélfia como epicentro. Em 1985 o objetivo era arrecadar fundos para combater a fome na África, já o do ultimo sábado teve por escopo chamar a atenção dos líderes do G8 (os 7 mais ricos + Rusia e não os 8 mais ricos como insistiam os vjs da MTV) que se encontram em Edimburgo dia 6 (ontem) para a miséria no continente mais pobre do mundo.
O evento contou com os principais nomes da música atual como Coldplay, que teve participação do ex-Verve Richard Ashcroft, the killers, Muse, Black Eyed Peas, Destiny’s Child, Snow Patrol, Scissors Sisters, Joss Stone, Maroon five entre outros, quem deu o tom da festa foram os veteranos.
O megaevento deu início com Beatles e Paul McCartney tocando juntos Sgt Pepper acompanhado de um naipe de metais composto por quatro músicos vestidos com a indumentária do quarteto de Liverpool da lendária capa do álbum. O dia prometia. Em seguida o U2 mandou duas recentes -Beautiful day do penúltimo disco e Vertigo do ultimo- e uma da época do Achtung Baby, One. Mais tarde Elton John entrou com sua famosa sacode-esqueleto Saturday night, logo em seguida chamou o ex-libertine Pete Doherty, travestido de Marc Bolan, para cantarem Children of the Revolution, clássico do T.Rex.
Em Roma, foi a vez de um rechonchudo Simon LeBon promover uma volta aos 80’s com seu Duran Duran, em Berlim o A-Ha fez o mesmo. Também em Berlim apresentaram-se Brian Wilson e seu olhar perdido numa execução de Goood vibrations e Roxy Music de Brian Ferry. Na América a volta dos que não foram se deu por um já passadinho Bon Jovi e o anacrônico Mötley Crue (Vince Neill ta uma baleia). Voltando à Londres, Geldof a exemplo do Live Aid também reuniu sua antiga banda, o Boomtown Rats. Um dos pontos altos foi quando Geldof chamou ao palco uma menina que sofria com a miséria na África e prestes a morrer de inanição foi salva pelo capital arrecadado pelo Live Aid, hoje ela está se formando em Agronomia, logo em seguida entrou Madonna que abraçou e beijou a menina e cantou Like a Prayer ( do clipe das cruzes em chamas, onde ela seduz um santo negro que é confundido com um marginal e leva porrada da polícia, devido à polêmica a pepsi retirou seu patrocínio da turnê Blonde ambition), além de Ray of light e Music. Ainda na onda nostálgica os ex-Guns n roses do Velvet revolver também deram o ar da graça no Hyde Park. Mas o momento mais aguardado ainda estava por vir; The Who, Pink Floyd e Paul MacCartney na seqüência!!!!!!
Depois do incendiário show do the Who que executou duas músicas bem apropriadas ao evento -Who are you e Won’t get fooled again- entra o Pink Floyd, parecia mentira ver David Gilmour e Roger Waters dividindo o mesmo palco, se entreolhando e até sorrindo. Começaram com Breath, em seguida Money (ó a indireta). Em Wish you were here foi emocionante ver Gilmour e Waters dividindo os vocais e a imagem de Syd Barrett no telão. Para arrematar, Comfortably Numb. Ao contrário da ridícula reunião do Led Zeppelin no Live Aid, o show do Pink Floyd foi memorável, mesmo depois de tanto tempo eles estavam afiadíssimos. Aí depois ficou ruim para Paul McCartney, pois encontrou um Hyde Park sob efeito da catarse promovida por Robbie Williams e da comoção causada pelo Pink Floyd, mas o carisma do ex-Beatle bastou para chamar o show para si e fazer o povo gastar as últimas energias se sacudindo ao som de Get back e Drive my car, esta ultima acompanhada de George Michael. Em The long and winding road lembrou que dali a pouco iniciaria a marcha para Edimburgo e a parte final de Hey Jude encerrou as dez horas de música e conscientização. Vale ressaltar que dessa vez houve uma disparidade qualitativa das atrações de Londres em relação aos EUA, embora na edição anterior, Londres também tenha levado a melhor, a Filadélfia não ficou tão atrás.
Curiosidades:
-A parte romana foi um fiasco, esperava-se 500 mil foram 50 mil, também pudera, com Faith Hill e Duran Duran como atração principal, muita gente ou foi a Londres ou ficou em casa vendo pela tv.
-Em 85 no Live Aid David Bowie se apresentou em Londres e na Filadélfia; terminou seu show no Wembley e pegou um avião para se apresentar ao lado de Mick Jagger no JFK
-O Live Aid foi realizado no dia 13 de julho a partir daí a data passou a ser o dia internacional do rock.
Quem repetiu a dose 20 anos depois:
U2, Madonna, Duran Duran, The Who, Brian Adams, Sting (na época no Police) além, é claro do próprio Geldof.
Thursday, June 16, 2005
Milagres acontecem
Essa é a maior prova de que Deus existe e é justo: quando todos achavam que a banda britânica a se reunir para o live 8 seria as spice girls, veio a notícia de que ninguém menos que o Pink Floyd vai se reunir com Roger Waters...é de infartar! segundo eles, a causa beneficente é muito mais relevante do que suas diferenças pessoais, que nos anos 80 gerou briga na justiça pela propriedade da marca e dos símbolos Pink Floyd.ficou decidido que a marca ficaria para Gilmour Wright e Mason enquanto os símbolos(o porco, o muro, o prisma, a vaca) ficariam com Waters.Será a princípio só para o evento como o Led Zeppelin há 20 anos, mas não custa nada sonhar com uma turnezinha, e quem sabe uma vinda ao Brasil?
Sunday, June 12, 2005
Love is in the air
Pois é, o amor está no ar... Nos shoppings, nas propagandas de tv, nos outdoors. Não vejo muito sentido no dia dos namorados, é só mais uma data criada para estimular um consumismo coletivo e alimentar a máquina do capitalismo; o natal foi cooptado para tal fim, mas podemos relevar, afinal de contas não é esse o seu intuito genuíno; dia das mães tudo bem, afinal, elas mereciam até mais do que um único dia obrigatório para ganharem presentinhos, dos pais, também vá lá, mas dia dos namorados, cá pra nós, não tem muito propósito. Isso pode parecer pensamento de sujeito carrancudo, mal amado, mas se paramos para sermos um pouquinho racionais, chegaremos à conclusão de que o que eu estou falando procede. Em primeiro lugar, o romantismo nada mais é do que uma forma de adornarmos os nossos instintos primais de perpetuação da espécie e atração carnal. Escolhemos os nossos parceiros exatamente como na pré-história: nós homens queremos mulheres jovens, com quadris largos (atrativo sexual que vem desde nossa época de primatas) e seios fartos (atrativo sexual adaptado a partir do momento em que nos tornamos bípedes) que são indicadores de saúde e fertilidade, nos sentimos atraídos por elas por que instintivamente acreditamos que terão condições de atravessar um período de gravidez sem problemas e gerarão filhos mais saudáveis. Já as mulheres preferem os homens fortes, com queixo quadrado e também os bem sucedidos socialmente, já que por mais que as mulheres estejam independentes, elas querem um provedor, que proporcione vida confortável e segura para sua prole. Nossa sociedade dá uma demasiada importância ao relacionamento amoroso, como se nela estivesse depositada toda a nossa realização enquanto indivíduos. Se você não tem alguém, é um infeliz, se for mulher o sofrimento é ainda maior. Veja por exemplo como isso é traço marcante na nossa cultura e que se reflete na arte: qual é o castigo daquela mulher que azucrinou a vida de todos durante a novela? Terminar sozinha! Quem é aquela pessoa amarga, de maldiz a todos durante a trama? A encalhada! Ou também a outro aspecto o da encalhada coitadinha, digna da compaixão de todos, até que lá pelo meio para o final arruma uma cara-metade, geralmente um carinha bem sem-graça. Nessa época em que toda a mídia e o marketing se voltam para os enamorados esse sentimento de menos valia por parte de quem está só aumenta consideravelmente, algumas meninas ficam inclusive deprimidas (sic) por passarem a data sem um parceiro e a impressão que dá é que esse é o intuito das propagandas, deixarem bem claro que você, solito, está de fora da festa, não irá ganhar presentes, não terá o que comemorar e isso numa sociedade hedonista como a nossa é a morte.
Mas o meu sofrimento mesmo é o carro de som da floricultura em frente à minha casa que fica tocando amante a moda antiga do Roberto Carlos sem parar, e essa “tradição” já dura 14 anos! Damn it!!!! Será que já estou pagando pro meus pecados futuros ou ainda estou pagando pelos pregressos?
Mas o meu sofrimento mesmo é o carro de som da floricultura em frente à minha casa que fica tocando amante a moda antiga do Roberto Carlos sem parar, e essa “tradição” já dura 14 anos! Damn it!!!! Será que já estou pagando pro meus pecados futuros ou ainda estou pagando pelos pregressos?
Cleópatra tupiniquim
Essa notícia parece ser deveras surreal, mas é fato: o cineasta Julio Bressane, de Matou a família e foi ao cinema e O anjo nasceu, fará uma versão brasileira de Cleópatra com Alessandra Negrini no papel-título (hã?) e Miguel Falabella como Júlio Cesar (ui!) e ainda terá como cenário a baía de Guanabara se fazendo passar pelo rio Nilo (nossa!).
Bressane que recentemente filmou Dias de Nietszche em Turim (2002) e Filme de amor (2003), cisecisar isar ns com baixé conhecido por sua capacidade de rodar longa-metragens com baixíssimo orçamento. O tempo exíguo de produção é outra de suas características, O anjo nasceu foi filmado em 7 dias e Matou a família e foi ao cinema em 12. Bressane também foi perseguido durante a ditadura militar por suspeita de vínculo com o líder de esquerda Carlos Maringuela e viveu exilado em Londres por 3 anos.
Só que agora, Bressane vai ter que se valer de sua faceta econômica, pois o patrocínio que a princípio viria do ator Omar Shariff, melou e a Petrobrás por enquanto só disponibilizou 1 milhão, sendo que a previsão era de um orçamento de 3, 4 milhões. Segundo o próprio cineasta, a produção não primará pela fidelidade histórica, será uma evocação daquele mundo feita para o nosso tempo. Será que vai rolar algum avião ao fundo?
Bressane que recentemente filmou Dias de Nietszche em Turim (2002) e Filme de amor (2003), cisecisar isar ns com baixé conhecido por sua capacidade de rodar longa-metragens com baixíssimo orçamento. O tempo exíguo de produção é outra de suas características, O anjo nasceu foi filmado em 7 dias e Matou a família e foi ao cinema em 12. Bressane também foi perseguido durante a ditadura militar por suspeita de vínculo com o líder de esquerda Carlos Maringuela e viveu exilado em Londres por 3 anos.
Só que agora, Bressane vai ter que se valer de sua faceta econômica, pois o patrocínio que a princípio viria do ator Omar Shariff, melou e a Petrobrás por enquanto só disponibilizou 1 milhão, sendo que a previsão era de um orçamento de 3, 4 milhões. Segundo o próprio cineasta, a produção não primará pela fidelidade histórica, será uma evocação daquele mundo feita para o nosso tempo. Será que vai rolar algum avião ao fundo?
Friday, June 10, 2005
O poder do mito
Tudo começou em dezembro de 1983. Eu estava assistindo ao clube da criança, primeiro programa da Xuxa na televisão brasileira na extinta Rede Manchete quando no intervalo foi veiculado o anúncio de uma tal obra prima de George Lucas; apareceram umas naves com visual que me chamou muito a atenção, mas o que me fez arregalar os olhinhos foi um duelo de um ciborgue todo preto, que me pareceu uma versão ainda mais legal do Torak, inimigo do Falcon, com um velho mago ambos empunhando espadas lasers! Eu não podia perder aquilo por nada. Era primeira exibição na TV de Guerra nas Estrelas (ainda não era Star Wars) e eu nem calculava a dimensão da coisa.
A exibição do filme se deu num domingo à noite aproveitando o ensejo do lançamento do seu derradeiro episódio na quinta-feira seguinte. Vi o filme e fiquei louco. Assistir ao Retorno de Jedi era minha prioridade a partir daquele momento: comprei o álbum de figurinhas (que não completei) enquanto esperava ansiosamente pelo grande dia. Eis que numa tarde meio nublada do verão de 84 o dia chegou, mas as coisas não saíram como o planejado; minha irmã entrou, mas eu fui barrado (esse se tornou um dos meus traumas infantis), pois o filme era censura 10 anos e eu tinha 7 com cara de 6, além disso a censura naquela época era bem rígida, tive que me conformar em ir assistir à turma da Mônica num cinema vizinho enquanto minha irmã assistia ao que eu já considerava como o filme da minha vida.
Dois meses depois a película estreou em um cinema de bairro perto da minha casa, daqueles de programa duplo onde não existia censura: pagou entrou. Depois da sessão naquela noitinha de sábado de março de 1984 Sr.Lucas acabara de ganhar um novo fiel seguidor. Depois de assistir ao último episódio da ordem cronológica, ao contrário dos fãs mais velhos eu ainda não sonhava com o Episódio I, pois ainda não vira O Império Contra-Ataca, que eu só assistiria na globo três anos depois, a partir daí sim, comecei a sonhar com o episódio I, já que aqueles eram o IV, V e VI. Alguns metidos a espertos diziam que já havia sido lançado, mas só nos Estados Unidos, outros afirmavam que só existiam em livros “difíceis de encontrar mesmo nas livrarias estrangeiras” e os mais confiáveis diziam simplesmente que não havia nada declarado sobre quando ou mesmo se George Lucas faria os primeiros episódios, daí eu pensava: “bah, vai demorar muito, quando lançarem eu deverei estar com mais de 20 anos já nem vou mais ligar pra isso (hahahahahahahahahahahahahahahahah).
Vinte e um anos depois, seis anos após a decepção com Episódio I e passados três do bom, porém irregular Episódio II assisti semana passada e repeti a dose anteontem do Episódio III. Como já sabia é o melhor dos três, o mais bem dirigido, fotografado, dramático, sombrio, ou seja, tudo que os fãs queriam. Ian McDiarmid ( Palpatine) está demoníaco, Ewan McGregor é o próprio Alec Guiness jovem e Hayden Christiensen parece mesmo ter sido a escolha perfeita para o papel de Anakin Skywalker, meio canastra no episódio anterior, ele encontrou o tom certinho do personagem neste. Pra quem é fã foi impossível não se emocionar com cenas como a revelação maligna de Palpatine, o expurgo dos Jedi, o confronto apoteótico de Yoda com o recém auto-proclamado imperador, o duelo dramático entre Obi Wan e seu ex-aprendiz Anakin, o nascimento dos gêmeos (ufa!) e o final é belíssimo! Não chorei (não sou de chorar com filmes, a última vez foi com Cinema Paradiso há 12 anos, se bem que há dois meses tive que ser forte no final de Noites de Cabíria), mas compreendo perfeitamente quem o fez. Descobri também que eu estava mais ligado do que pensava aos novos elementos introduzidos nessa nova trilogia, pois vibrei no confronto com Conde Dooku, adorei ver Anakin matando o Vice-Rei Gunray com seu sabre e me comovi com a morte e funeral de Padmé.
Minha única frustração em relação ao filme é que, embora soubesse que não seria tão bom quanto O Império, no fundo eu esperava que fosse superar ao menos O Retorno de Jedi, o que não ocorreu, tudo bem, eram outros tempos, outro Lucas, assessorado pelas pessoas certas, etc. Cabe ainda observar que Episódio III se vale o tempo inteiro do mito e da memória afetiva dos fiéis, é como um show do Paul McCartney ou dos Rolling Stones; é maravilhoso, empolgante, emocionante, a gente sai de alma lavada, mas é uma celebração às memórias do passado, já que o presente tem pouco a acrescentar. Não escondo certa tristeza com o fato de que Guerra nas Estrelas no cinema acabou. Tudo bem, que vai ter desenho, seriado de tv, mas não é a mesma coisa, não pra mim que gosto de Guerra nas Estrelas como parte integrante da história do cinema e não como um universo, daí o meu desprezo pelas publicações que se passam 20 anos depois do Retorno de Jedi ou 100 anos antes do Episódio I, RPGs, etc. Só jogo os games da lucasart porque também não sou de ferro.
Aí podem vir a perguntar o que leva um cara de quase trinta anos na cara manter o interesse por algo tido como “coisa de adolescente”? Ocorre que estes filmes significaram demais pra mim para que eu simplesmente deixasse de gostar; foram esses três filmes que me transformaram em amante voraz de cinema, tudo bem, eu já vim com isso de fábrica, mas foi a trilogia de Lucas que despertou a minha consciência enquanto indivíduo cinéfilo. Claro que os filmes hoje não são mais vistos por mim como obras edificantes, depois de ser apresentado a Eisenstein, Welles, Kubrick fica difícil continuar considerando George Lucas um dos maiores cineastas de todos os tempos e após assistir repetidas vezes ao Sétimo Selo, 2001 e Fellini 8 ½ não dá pra dizer que Guerra nas Estrelas, mesmo a trilogia antiga, configure entre os melhores filmes já feitos, porém o cinema também é feito de sonho, escapismo, magia e dentro desse escopo, Guerra nas Estrelas é de fato brilhante.
Ok, jamais entraria em uma rodinha de conversa de admiradores de Godard perguntando o que acharam do duelo do Anakin e do Obi-Wan, mas se perguntado sobre o que acho da saga, não seria hipócrita em dizer de forma blasé que “era fã quando eu era garoto, mas hoje aquilo não me diz nada” digo a verdade por não ver motivo para vergonha e da mesma forma que eu tenho pena do fan boy que se caracteriza como os personagens e vive em função do universo criado pelo habitante mais ilustre da cidadezinha de Modesto(CA) também lamento por aqueles (pseudo)intelectuais que dizem que aquilo é uma bobagem cujo conteúdo se restringe aos efeitos especiais. Lembrem-se do slogan do grupo Severiano Ribeiro: “cinema é a maior diversão”.
P.S.: Han Solo atirou primeiro!
César Monteiro
A exibição do filme se deu num domingo à noite aproveitando o ensejo do lançamento do seu derradeiro episódio na quinta-feira seguinte. Vi o filme e fiquei louco. Assistir ao Retorno de Jedi era minha prioridade a partir daquele momento: comprei o álbum de figurinhas (que não completei) enquanto esperava ansiosamente pelo grande dia. Eis que numa tarde meio nublada do verão de 84 o dia chegou, mas as coisas não saíram como o planejado; minha irmã entrou, mas eu fui barrado (esse se tornou um dos meus traumas infantis), pois o filme era censura 10 anos e eu tinha 7 com cara de 6, além disso a censura naquela época era bem rígida, tive que me conformar em ir assistir à turma da Mônica num cinema vizinho enquanto minha irmã assistia ao que eu já considerava como o filme da minha vida.
Dois meses depois a película estreou em um cinema de bairro perto da minha casa, daqueles de programa duplo onde não existia censura: pagou entrou. Depois da sessão naquela noitinha de sábado de março de 1984 Sr.Lucas acabara de ganhar um novo fiel seguidor. Depois de assistir ao último episódio da ordem cronológica, ao contrário dos fãs mais velhos eu ainda não sonhava com o Episódio I, pois ainda não vira O Império Contra-Ataca, que eu só assistiria na globo três anos depois, a partir daí sim, comecei a sonhar com o episódio I, já que aqueles eram o IV, V e VI. Alguns metidos a espertos diziam que já havia sido lançado, mas só nos Estados Unidos, outros afirmavam que só existiam em livros “difíceis de encontrar mesmo nas livrarias estrangeiras” e os mais confiáveis diziam simplesmente que não havia nada declarado sobre quando ou mesmo se George Lucas faria os primeiros episódios, daí eu pensava: “bah, vai demorar muito, quando lançarem eu deverei estar com mais de 20 anos já nem vou mais ligar pra isso (hahahahahahahahahahahahahahahahah).
Vinte e um anos depois, seis anos após a decepção com Episódio I e passados três do bom, porém irregular Episódio II assisti semana passada e repeti a dose anteontem do Episódio III. Como já sabia é o melhor dos três, o mais bem dirigido, fotografado, dramático, sombrio, ou seja, tudo que os fãs queriam. Ian McDiarmid ( Palpatine) está demoníaco, Ewan McGregor é o próprio Alec Guiness jovem e Hayden Christiensen parece mesmo ter sido a escolha perfeita para o papel de Anakin Skywalker, meio canastra no episódio anterior, ele encontrou o tom certinho do personagem neste. Pra quem é fã foi impossível não se emocionar com cenas como a revelação maligna de Palpatine, o expurgo dos Jedi, o confronto apoteótico de Yoda com o recém auto-proclamado imperador, o duelo dramático entre Obi Wan e seu ex-aprendiz Anakin, o nascimento dos gêmeos (ufa!) e o final é belíssimo! Não chorei (não sou de chorar com filmes, a última vez foi com Cinema Paradiso há 12 anos, se bem que há dois meses tive que ser forte no final de Noites de Cabíria), mas compreendo perfeitamente quem o fez. Descobri também que eu estava mais ligado do que pensava aos novos elementos introduzidos nessa nova trilogia, pois vibrei no confronto com Conde Dooku, adorei ver Anakin matando o Vice-Rei Gunray com seu sabre e me comovi com a morte e funeral de Padmé.
Minha única frustração em relação ao filme é que, embora soubesse que não seria tão bom quanto O Império, no fundo eu esperava que fosse superar ao menos O Retorno de Jedi, o que não ocorreu, tudo bem, eram outros tempos, outro Lucas, assessorado pelas pessoas certas, etc. Cabe ainda observar que Episódio III se vale o tempo inteiro do mito e da memória afetiva dos fiéis, é como um show do Paul McCartney ou dos Rolling Stones; é maravilhoso, empolgante, emocionante, a gente sai de alma lavada, mas é uma celebração às memórias do passado, já que o presente tem pouco a acrescentar. Não escondo certa tristeza com o fato de que Guerra nas Estrelas no cinema acabou. Tudo bem, que vai ter desenho, seriado de tv, mas não é a mesma coisa, não pra mim que gosto de Guerra nas Estrelas como parte integrante da história do cinema e não como um universo, daí o meu desprezo pelas publicações que se passam 20 anos depois do Retorno de Jedi ou 100 anos antes do Episódio I, RPGs, etc. Só jogo os games da lucasart porque também não sou de ferro.
Aí podem vir a perguntar o que leva um cara de quase trinta anos na cara manter o interesse por algo tido como “coisa de adolescente”? Ocorre que estes filmes significaram demais pra mim para que eu simplesmente deixasse de gostar; foram esses três filmes que me transformaram em amante voraz de cinema, tudo bem, eu já vim com isso de fábrica, mas foi a trilogia de Lucas que despertou a minha consciência enquanto indivíduo cinéfilo. Claro que os filmes hoje não são mais vistos por mim como obras edificantes, depois de ser apresentado a Eisenstein, Welles, Kubrick fica difícil continuar considerando George Lucas um dos maiores cineastas de todos os tempos e após assistir repetidas vezes ao Sétimo Selo, 2001 e Fellini 8 ½ não dá pra dizer que Guerra nas Estrelas, mesmo a trilogia antiga, configure entre os melhores filmes já feitos, porém o cinema também é feito de sonho, escapismo, magia e dentro desse escopo, Guerra nas Estrelas é de fato brilhante.
Ok, jamais entraria em uma rodinha de conversa de admiradores de Godard perguntando o que acharam do duelo do Anakin e do Obi-Wan, mas se perguntado sobre o que acho da saga, não seria hipócrita em dizer de forma blasé que “era fã quando eu era garoto, mas hoje aquilo não me diz nada” digo a verdade por não ver motivo para vergonha e da mesma forma que eu tenho pena do fan boy que se caracteriza como os personagens e vive em função do universo criado pelo habitante mais ilustre da cidadezinha de Modesto(CA) também lamento por aqueles (pseudo)intelectuais que dizem que aquilo é uma bobagem cujo conteúdo se restringe aos efeitos especiais. Lembrem-se do slogan do grupo Severiano Ribeiro: “cinema é a maior diversão”.
P.S.: Han Solo atirou primeiro!
César Monteiro
Sunday, December 19, 2004
Rock n'Roll is dead?
Quantas vezes já não ouvimos essa morte anunciada?
Nos final dos anos setenta disseram que o rock tinha morrido, vieram os Sex Pistols e balançaram as estruturas e ainda abriram caminho para outras bandas como The Clash, Buzzcocks, Stiffy Little Fingers e outras:estava criado o movimento Punk.
Nos anos oitenta mais uma vez anunciaram a morte do gênero mulato cooptado pelos brancos. Nessa época, a cena britânica fervilhava com bandas como The Cure, The Smiths, Echo and the Bunnymen, na ilha vizinha, o U2 e do outro lado do atlântico, a qualidade do que era feito era muito inferior, era o metal farofa do Motley Crüe, Twisted Sisters, o Kiss sem máscara(sem dúvida sua pior fase), do Poison, mas ainda assim a popularidade do gênero estava assegurada nas terras Yankees.
Os anos noventa se iniciaram com o rock já dado como morto, e eis que surge o nirvana, a cena de Seattle e o Brit pop do Oásis e Blur, ambos em suas melhores formas e ainda o t.rexiano Suede e o pulp, autor de um dos melhores discos da década passada, different classes e correndo por fora dos rótulos o Radiohead, híbrido de Smiths e Pink Floyd fase Syd Barret que uniu corações e mentes na reta final da década.
Agora nesse início de século vinte e um,o assunto volta à tona, só que desta vez não houve contestação.Estamos na metade da década e ainda não surgiu nenhuma banda ou artista iconoclasta, nenhum movimento surgiu.Claro, bandas interessantes continuam surgindo , como White Stripes, Strokes, Libertines, The Hives, Franz Ferdinand, mas será que daqui a vinte e cinco anos serão lembradas como símbolo de uma época? Não resta dúvidas a respeito de sua qualidade, mas poder-se-ão considerar marcantes? Resumindo será que agora o rock finalmente morreu?
Claro que não, enquanto houver moleques comprando instrumentos de terceira mão e ensaiando em uma garagem a longevidade do rock estará assegurada, contudo, a tendência é uma escassez de fenômenos, até por que aos cinqüenta anos ninguém tem mais fôlego de gato, com isso, dificilmente teremos uma nova Beatlemania, mas tudo parece se encaminhar para que o rock se torne uma confraria, a exemplo do jazz, do samba de raiz, da musica erudita e do blues, ou seja, reduto para entendidos e entusiastas, não para meros seguidores de modismos. O rock pode estar morrendo como fenômeno de massa, mas como gênero, ainda tem muito o que gastar.Long live rock!!!
Nos final dos anos setenta disseram que o rock tinha morrido, vieram os Sex Pistols e balançaram as estruturas e ainda abriram caminho para outras bandas como The Clash, Buzzcocks, Stiffy Little Fingers e outras:estava criado o movimento Punk.
Nos anos oitenta mais uma vez anunciaram a morte do gênero mulato cooptado pelos brancos. Nessa época, a cena britânica fervilhava com bandas como The Cure, The Smiths, Echo and the Bunnymen, na ilha vizinha, o U2 e do outro lado do atlântico, a qualidade do que era feito era muito inferior, era o metal farofa do Motley Crüe, Twisted Sisters, o Kiss sem máscara(sem dúvida sua pior fase), do Poison, mas ainda assim a popularidade do gênero estava assegurada nas terras Yankees.
Os anos noventa se iniciaram com o rock já dado como morto, e eis que surge o nirvana, a cena de Seattle e o Brit pop do Oásis e Blur, ambos em suas melhores formas e ainda o t.rexiano Suede e o pulp, autor de um dos melhores discos da década passada, different classes e correndo por fora dos rótulos o Radiohead, híbrido de Smiths e Pink Floyd fase Syd Barret que uniu corações e mentes na reta final da década.
Agora nesse início de século vinte e um,o assunto volta à tona, só que desta vez não houve contestação.Estamos na metade da década e ainda não surgiu nenhuma banda ou artista iconoclasta, nenhum movimento surgiu.Claro, bandas interessantes continuam surgindo , como White Stripes, Strokes, Libertines, The Hives, Franz Ferdinand, mas será que daqui a vinte e cinco anos serão lembradas como símbolo de uma época? Não resta dúvidas a respeito de sua qualidade, mas poder-se-ão considerar marcantes? Resumindo será que agora o rock finalmente morreu?
Claro que não, enquanto houver moleques comprando instrumentos de terceira mão e ensaiando em uma garagem a longevidade do rock estará assegurada, contudo, a tendência é uma escassez de fenômenos, até por que aos cinqüenta anos ninguém tem mais fôlego de gato, com isso, dificilmente teremos uma nova Beatlemania, mas tudo parece se encaminhar para que o rock se torne uma confraria, a exemplo do jazz, do samba de raiz, da musica erudita e do blues, ou seja, reduto para entendidos e entusiastas, não para meros seguidores de modismos. O rock pode estar morrendo como fenômeno de massa, mas como gênero, ainda tem muito o que gastar.Long live rock!!!
Pois é, falei tão mal dos Estados Unidos que a impressão que dá é que eu sou um daqueles anti-americanistas ferrenhos, que defendem o comunismo, gritam “viva Cuba!” e ando com camisa vermelha do Che Guevara.nada disso, nem na época da faculdade eu era assim.Quem me conhece sabe que pelo contrário, eu sou um anglófilo de marca maior, eu apenas tenho o que todo ser humano saudável deveria ter:senso crítico.
Seria injusto dizer que a América não tem coisas boas a nos oferecer, e como tem, tanto que minha primeira viagem para o exterior foi justamente para lá. A exemplo de Nick Hornby, decidi fazer uma lista de exemplos tácitos que mostram que a América apesar de toda a escrotice é uma grande nação.
1.O movimento Beatnic
2.O blues, o Jazz e o Rock
3.Stanley Kubrick(sim ele é yankee, só se radicou na Inglaterra já maduro)
4.Contra cultura de San Francisco dos anos 60
5.Jimmy Hendrix
6.Velvet Underground
7.Miles Davis
8.Ernest Hemingway
9.J.D.Sallinger
10.O CBGB’s
11.O grande cinema
12.Francis Ford Coppola
13.the Doors
14.Quentin Tarantino
15.Michael Moore
16.R.E.M
17.Dead Kennedys
18.T.S.Eliot
19.Billie Holiday
20.A constituição(é praticamente a mesma há mais de duzentos anos, enquanto a nossa tem só dezesseis e já ta cheia de emenda) Não que isso os redima das atrocidades que cometem mas que alivia a barr
Seria injusto dizer que a América não tem coisas boas a nos oferecer, e como tem, tanto que minha primeira viagem para o exterior foi justamente para lá. A exemplo de Nick Hornby, decidi fazer uma lista de exemplos tácitos que mostram que a América apesar de toda a escrotice é uma grande nação.
1.O movimento Beatnic
2.O blues, o Jazz e o Rock
3.Stanley Kubrick(sim ele é yankee, só se radicou na Inglaterra já maduro)
4.Contra cultura de San Francisco dos anos 60
5.Jimmy Hendrix
6.Velvet Underground
7.Miles Davis
8.Ernest Hemingway
9.J.D.Sallinger
10.O CBGB’s
11.O grande cinema
12.Francis Ford Coppola
13.the Doors
14.Quentin Tarantino
15.Michael Moore
16.R.E.M
17.Dead Kennedys
18.T.S.Eliot
19.Billie Holiday
20.A constituição(é praticamente a mesma há mais de duzentos anos, enquanto a nossa tem só dezesseis e já ta cheia de emenda) Não que isso os redima das atrocidades que cometem mas que alivia a barr
Company March
Com a vitória de Bush, já sabemos que sua política externa belicista continuará, mesmo se Colin Powell e Donald Rumsfeld realmente forem substituídos no segundo mandato. E a vítima todos já desconfiam qual possa ser:o Irã.Não só pelas suspeitas de abrigar terroristas e possuir arsenal nuclear, mas também porque até hoje eles ainda não engoliram o fracassado plano de reconstruir a democracia iraniana e se o fizerem, certamente transformarão o país em mais um atoleiro, como o que está ocorrendo no Iraque.
No final dos anos setenta, o Irã possuía um governo “democrático” financiado pelos Estados Unidos, era o Xá Reza Palev que como todo governante sustentado pelo tio Sam, era corrupto e adotava todas as medidas possíveis para manter o país atrasado, porém fazendo com que a crença de que viviam em uma sociedade justa e livre fosse mantida.
A farsa não durou muito, a população se sentindo lesada, promoveu uma revolução muçulmana e trouxeram de volta o Aiatolá Komehini de volta do exílio em Paris para que fosse restituído o regime dos aiatolás.
Os E.U.A obviamente não gostaram nem um pouco daquilo e organizaram um contra-golpe a exemplo do que foi feito na Nicarágua, os Irã contra. Não deu certo. A saída foi apelar para o vizinho Iraque, cujo chefe de Estado Saddam Husseim via com receio àquela revolução xiita que podia se alastrar pelos seus domínios de população igualmente xiita mas de governo sunita.com isso o governo Reagan tratou de enviar armas e cash para que Saddam invadisse o Iraque e acabasse com a balbúrdia promovendo uma guerra de muçulmanos contra muçulmanos onde no fim a vitória seria da América, inclusive dessa época, há uma foto que hoje parece irônica:Donald Rumsfeld, atual secretário de defesa que na época integrava a equipe do governo Reagan como secretário de Estado, apertando a mão de Saddam Husseim como dois camaradas.A previsão era que em dois anos Teerã já estivesse tomada, mas não foi bem o que aconteceu. Após oito anos de conflitos, ambos os países estavam em frangalhos e não houve vencedores. O Irã se manteve sob o regime dos aiatolás e o Iraque se viu enfraquecido e da mesma forma que o Afeganistão(que contou com a preciosa ajuda dos E.U.A para combater os russos e de quebra criaram Osama Bin Laden), não recebeu qualquer tipo de ajuda para se restruturar.Olhando para todas aquelas armas, Saddam pensou: “já sei como sairei da pindaíba” e tratou de invadir o Kwait. O resto da história a gente já sabe, assim como sabemos como acabará uma possível intervenção no Irã.Deus abençoe a América.
César Monteiro
No final dos anos setenta, o Irã possuía um governo “democrático” financiado pelos Estados Unidos, era o Xá Reza Palev que como todo governante sustentado pelo tio Sam, era corrupto e adotava todas as medidas possíveis para manter o país atrasado, porém fazendo com que a crença de que viviam em uma sociedade justa e livre fosse mantida.
A farsa não durou muito, a população se sentindo lesada, promoveu uma revolução muçulmana e trouxeram de volta o Aiatolá Komehini de volta do exílio em Paris para que fosse restituído o regime dos aiatolás.
Os E.U.A obviamente não gostaram nem um pouco daquilo e organizaram um contra-golpe a exemplo do que foi feito na Nicarágua, os Irã contra. Não deu certo. A saída foi apelar para o vizinho Iraque, cujo chefe de Estado Saddam Husseim via com receio àquela revolução xiita que podia se alastrar pelos seus domínios de população igualmente xiita mas de governo sunita.com isso o governo Reagan tratou de enviar armas e cash para que Saddam invadisse o Iraque e acabasse com a balbúrdia promovendo uma guerra de muçulmanos contra muçulmanos onde no fim a vitória seria da América, inclusive dessa época, há uma foto que hoje parece irônica:Donald Rumsfeld, atual secretário de defesa que na época integrava a equipe do governo Reagan como secretário de Estado, apertando a mão de Saddam Husseim como dois camaradas.A previsão era que em dois anos Teerã já estivesse tomada, mas não foi bem o que aconteceu. Após oito anos de conflitos, ambos os países estavam em frangalhos e não houve vencedores. O Irã se manteve sob o regime dos aiatolás e o Iraque se viu enfraquecido e da mesma forma que o Afeganistão(que contou com a preciosa ajuda dos E.U.A para combater os russos e de quebra criaram Osama Bin Laden), não recebeu qualquer tipo de ajuda para se restruturar.Olhando para todas aquelas armas, Saddam pensou: “já sei como sairei da pindaíba” e tratou de invadir o Kwait. O resto da história a gente já sabe, assim como sabemos como acabará uma possível intervenção no Irã.Deus abençoe a América.
César Monteiro
Friday, November 12, 2004
Wednesday, November 03, 2004
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