Tuesday, December 11, 2007


Não fui ao show do The Police . Não fui por três motivos:
1. Tava sem grana e sem tempo
2. Nunca fui grande fã dos caras, pra falar a verdade com exceção de Message in a Bottle, De dododo De dadada, Synchroncity e Every little thimg she does is magic, sempre quando toca Police no rádio eu ouço de forma aleatória, não mudo de estação, mas também não me empolgo. Apenas deixo tocar. Com isso, se eu fosse ao show eu incorreria no que eu considero o fim da picada (e rolou muito nesse show): ir só pelo evento;
3. Reuniões depois de anos são sempre oportunistas e com gosto de café requentado, no caso do Police foi a maior prova de que todo homem tem seu preço. Querem que eu acredite que eles voltaram por que estavam com saudade um do outro?
Contudo como essa volta foi no mínimo inusitada, não resisti e assisti pela tv. A verdade é que o Police nunca foi uma megabanda, nunca foi Rolling Stones, um U2, um Pink Floyd. A banda parecia pequena demais em meio a toda aquela estrutura de palco com telões de alta definição, efeitos de luz de ultima geração e diante de um Maracanã abarrotado. A impressão que eu tive foi de muita vela pra pouco defunto. Sem contar que das 80 mil pessoas talvez umas 10 mil fossem fãs, então você tinha um gargarejo animado e o resto do estádio parado e sem saber um refrão sequer, a maioria estava lá para dizer “eu fui”. Tecnicamente o trio está anos luz do que era há 25 anos, Sting canta muito melhor e toca como nunca, Andy Summer se transformou num virtuoso (te cuida Alex Lifesson) e Stewart Copland (o melhor em cena) desce o braço na bateria como se tivesse trinta anos a menos. Porém a falta de entrosamento era patente, até por que foram 22 anos sem tocar juntos, parecia ser um show solo do Sting relembrando os velhos sucessos da ex-banda com os dois antigos companheiros como convidados especiais. No saldo não foi um show ruim, não foi arrebatador, inesquecível, mas foi melhor do que muita coisa que passou por aqui nesse ano que finda. Agora, volta oportunista por volta oportunista eu sou mais os Mutantes.

Tuesday, July 03, 2007


Já há alguns nomes confirmados para o Tim Festival 2007. São eles Björk, Artic Monkeys, Julliette Lewis (sim ela tem uma banda) e The Killers. Parece que Klaxons e Air estão quase certos. Bom, eu tenho uma listinha de artistas que gostaria de ver no festival

. Kelley Stoltz

. Bob Dylan

. John Cale

. Jenny Lewis

. Jesus and Mary Chains (eles voltaram)


Qualquer amante da boa música tem plena noção da relevância que Os Mutantes têm não só na música brasileira, mas também mundial. Com sua mistura brilhante de psicodelia com brasilidade capitaneada pelo gênio Arnaldo Baptista, seu irmão Sérgio Dias e Rita Lee, o grupo fez parte de um dos movimentos mais importantes da história da música no Brasil no final dos anos 60 e se tornou a banda brasileira mais cultuada do mundo. A lista de fãs ilustres no exterior é grande vai de Kurt Cobain a David Byrne, sem falar nos meninos do Belle and Sebatien, o pessoal do Yola tengo, do Sonic Youth. Para se ter idéia do prestígio deles lá fora, quando fui a Londres há seis anos vi na Tower Records da Picadilly Circus a coleção de cds da banda não na sessão de world music, mas na sessão de pop rock, junto com Pink Floyd, Wishbone Ash, Beatles e outros. Há anos que se esperava uma volta às atividades, mas assim como uma reunião dos Beatles, isso parecia muito improvável de acontecer. Mas aconteceu. Em 2006 Sergio Dias anunciou a reunião que começaria com uma turnê pela Inglaterra, França e Estados Unidos e para o lugar de Rita Lee que não topou voltar chamaram Zélia Duncan.
A dúvida era: será que ainda rola química? Zélia Duncan não tem um timbre muito grave para emular Rita Lee? O Arnaldo depois dos excessos e da queda que lhe deixou seqüelas tem condições de estar no palco?
A resposta, todos tiveram no Circo Voador nos dias 29 e 30, quando o grupo realizou dois shows mágicos e inesquecíveis.
Como de praxe no Circo o show de Sábado, assim como o de sexta, não começou às dez como estava marcado, na verdade essa foi a hora em que os portões se abriram. Já passava de meia noite e meia quando a música ambiente parou de tocar e as duas lendas vivas da música brasileira entraram no palco acompanhados de Zélia, do baterista Dinho (com eles desde o início) e dos músicos de apoio (uma percursionista, dois tecladistas de apoio e um casal de backing vocals, todos impecáveis). Abriram os trabalhos com Dom Quixote, em seguida caminhante noturno que abriu espaço para uma sucessão de clássicos (todos da fase áurea, não entrou nada da fase progressiva no repertório) acompanhados com emoção por uma platéia formada por fãs e admiradores, Tecnicolor, Fuga n 2, 2001, El Justiceiro, Ave Gengis Khan, Desculpe babe, Ando meio desligado Balada do louco cantada em uníssono e o Bis com Bat macumba e Panis et circensis para encerrar.
É incrível como depois de tantos anos a química continua a mesma, Sérgio Dias hoje toca como nunca, Zélia Duncan surpreende no lugar de Rita Lee conseguiu fazer com que seu timbre chegasse bem próximo das gravações originais (até em Top Top), Dinho continua dando suas pancadas e Arnaldo Baptista é algo a ser estudado pela ciência; ao contrário do primeiro show da reunião da banda no Rio, onde ele cantou mal e tocava cinco notas em cada música, nesse ele tocou de verdade e cantou...bem. Para quem deveria estar levando uma vida vegetativa é um feito e tanto, além de ter sido o mais ovacionado em cena, não só pela figura lendária que ele representa, mas também por sua superação. Uma noite apoteótica que só corroborou o culto que se formou em torno da banda por todos esses anos.

Sunday, July 01, 2007

DON'T DOWNLOAD THIS SONG



Foi sem dúvida a melhor coisa que passou no animamundi no último sábado, o clipe animado de Bill Plympton com música de Weird All Yankovic, que é uma sátira àquelas músicas em prol de uma causa nobre tipo "We are the wolrd" onde o objetivo é despertar a "consciência " de quem baixa músicas ilegalmente da internet, "até Lars Ulrich sabe" (citando o baterista do metálica que comprou uma briga homérica com o Napster no início desta década acreditando inocentemente que isso iria cessar a pirataria digital) diz a música, mas é claro que o alvo da crítica não é o pobre interanauta e sim a indústria fonográfica. Hilário, procurem no Youtube.


Uma banda nova muito interessante que andei vasculhando na rede é Alberta Cross. O duo britânico-sueco faz um folk rock com forte influência de Neil Young e seu disco de estréia The thief & the Heartbreaker já saiu lá fora, mas por aqui só na net no momento. Recomendado


Já chegaram ao Brasil os primeiros modelos de HD DVD, inclusive já é possível encontrar filmes para locação nesse formato em algumas filiais da rede Blockbuster. Para quem ainda não sabe, o HD DVD e o DVD Blue ray são a nova geração de dvd que vem com intuito de aposentar os atuais, mas por serem incompatíveis entre si, será travada uma batalha entre os dois formatos, como o duelo entre betamax e vhs nos anos 80. Quanto à qualidade, quem testou os dois garante que não há diferença, uma vez que os dois usam a mesma tecnologia (leitor azul, ao contrário dos dvds comuns que utilizam leitor vermelho) assim sendo, certamente vencerá o que atingir o preço mais baixo. A grande vantagem do novo formato é a capacidade de armazenamento, algo em torno de 25 gb no HD e 50gb no Blue ray, e claro, qualidade superior de imagem: mais de mil linhas de definição contra as quatrocentas e oitenta dos aparelhos atuais, além reproduzir discos do formato ainda vigente, com qualidade um pouco superior. Porém, para desfrutar de todo o recurso dos novos aparelhos faz-se mister comprar uma tv lcd com entrada hdmi, pois numa tv convencional você terá uma imagem exatamente igual ou pior em relação ao seu dvd de 120 reais, com o detalhe que você investiu quase 3.000 verdinhas.
Isso mesmo, um HD DVD custa no mercado brasileiro proibitivos 2.999,99 reais, mas para ser desfrutado em toda sua plenitude há de se gastar mais 4.000 numa tv lcd. Então vem a pergunta: vale a pena o investimento de sete mil reais? No momento não, primeiro que nunca é bom negócio adquirir uma tecnologia que ainda está em sua aurora, pois em breve você terá um aparelho obsoleto e segundo que não se sabe qual dos dois formatos irá prevalecer. Na verdade não se sabe nem se o futuro do home vídeo está em um desses dois aparelhos. Se formos analisar meticulosamente, o HD e o Blue ray não apresentam um novo conceito como foi o dvd em relação aos vídeos cassete, é apenas um aprimoramento do que já existe o que historicamente não aposenta um formato vigente, temos como exemplo o SACD e o DVDaudio que há cerca de sete anos foram anunciados como os sucessores dos cds o que não ocorreu; Ipods e aparelhos de som que tocam mp3 vendem aos borbotões enquanto aparelhos de SACD, confesso que só vi um há 3 anos e nunca mais. Há quem diga ainda, como Bill Gates, que estes dvds que temos em casa serão a última forma física de se armazenar filmes, o futuro dos filmes assim como da música estaria na rede. É esperar para ver.
Gostei de Shrek Terceiro, a despeito das críticas mornas não achei o pior, talvez o menos genial. O problema são os vinte minutos iniciais, com piadas óbvias, humor pastelão gratuito que em nada lembra a sagacidade dos dois predecessores, mas passado esse início capenga, sucedem-se piadas referenciais (que infelizmente a molecada não vai captar), boas sacadas sem falar na trilha sonora que vai de Paul McCartney a Wolmother passando por Ramones e Demien Rice. Programão, mas escolha a cópia legendada.

TANTÃ RAN TÃÃÃÃ TANTARAN



Bom, acho que todo mundo já viu esta primeira foto oficial do quarto filme do intrépido arqueólogo Indiana Jones. Até que Harrison Ford continua bem, 65 aparentando 57, mas será que a trama vai prestar? Tudo dava a entender na Última cruzada que se tratava de fechamento de um ciclo, parecia que tudo relacionado ao personagem já tinha sido explorado, já mostraram adolescência, o pai, já bateu em muito nazista, recuperou artefatos inimagináveis, um quarto filme me parece forçar um pouco a barra.
Motivos para que seja ruim:
.Continuações tardias não costumam funcionar (vide terminator 3 e instinto selvagem 2 para citar os mais recentes)
.Roteiro passou na mão de muita gente, isso em Hollywood não é bom sinal
.Indiana Jones era para ser uma trilogia, tanto que o último tem clima de final, o que deixa esse quarto com cheiro de caça-níquel
Motivos para que seja bom
.Harrison Ford parece em forma apesar da idade
.Roteiro final é de David Koep (de Spider man e do divertidíssimo Prenda-me se for capaz)
.Spielberg está no seu auge artístico, quem viu Munique sabe do que estou falando.

Sunday, May 27, 2007

A MTV NÃO PASSA MAIS CLIPE

Juro que pensei que fosse piada quando li em algum lugar uma declaração feita pelo diretor de programação da mtv Zico Góes que a emissora (MUSIC TELEVISION) não passaria mais música, e sim programa sobre música. Bom, a mtv quando foi lançada em 1981 tinha como proposta passar videoclipes - uma novidade na época - o dia inteiro, realizando o sonho dos amantes da música pop. Em alguns estados americanos a novidade chegou com atraso, pois a princípio nem todos conseguiam captar o sinal.
No Brasil a mtv era um sonho distante; quem conhecia alguém que fosse aos E.U.A mandava fita e pedia pra gravar o máximo da programação que coubesse. A nossa carência só foi acabar em outubro de 1990, quando foi inaugurada a filial tupiniquim. Ao contrário da matriz, que na época já se distanciava do formato original, a nossa só passava clipes. O único horário que não passava clipe era o do jornal (MTV NO AR, na época com Zeca Camargo). Na época do Rock in Rio vários artistas gringos comentaram unanimemente que a nossa mtv era muito melhor que a deles. No decorrer da década, houve um equilíbrio entre os programas não-musicais, como desenhos (Beavis and Butthead, Daria, South Park), seriados (Na Real) debates e entrevistas (os ótimos Barraco e Pé na cozinha, com Astrid), mas os programas de clipe ainda eram majoritários. No início desta década a qualidade começou a cair vertiginosamente em escala diretamente proporcional ao espaço dado aos programas de clipe e finalmente no início desse ano a programação 2007 trouxe os clipes relegados a um horário ingrato da madrugada. Ou isso ou acessa-los no mtv overdrive, que para quem não tem banda larga é um verdadeiro parto. Com isso ficamos órfãos de um canal de música 24 horas(o vh1 ainda é para poucos) e o ideal seria que criassem uma mtv2 no Brasil, que a matriz criou para manter sua proposta original da qual se afastara.

Friday, April 27, 2007

TRAGÉDIA AMERICANA OU PATOLOGIA CONTEMPORÂNEA?

O mundo acompanhou perplexo a chacina ocorrida em uma universidade americana no estado da Virginia, a Virginia Tech University em Blacksburg. Tal como há 8 anos, logo após o massacre na Columbine High (onde dois alunos dispararam tiros contra professores e colegas) a principal pergunta foi: o que levou um jovem aparentemente normal a cometer tamanha atrocidade? Foi a cultura das armas, dirão alguns , alegando que a história americana foi feita na bala(marcha para oeste, massacre de índios); os filmes violentos, dirão outros; a cultura da violência inerente à América moderna...
A causa disso tudo na verdade tem origem no modelo de organização social vigente nos E.U.A e exportado para o resto do mundo, o modelo que divide a sociedade em castas, de um lado os ricos, bonitos e populares, vencedores; do outro, os remediados, imigrantes ou descendentes, feios, desajeitados, gordos, inadequados, excluídos, perdedores.
No período escolar, quando estamos formando nosso caráter enquanto indivíduos que compõem uma comunidade, esses conceitos se exteriorizam com maior virulência. Daí, a extrema crueldade com que são tratados os excluídos, uma vez que a hipocrisia e o politismo correto que tornam as relações adultas civilizadas ainda não foram assimiladas na tenra juventude, quando costumamos ser mais espontâneos e genuínos. Contudo, essa divisão nefasta continua arraigada na fase adulta, apenas há uma troca dos “bullings” pelos olhares de reprovação, ameaças de demissão, cobrança alheia.
Devido a isso os E.U.A se tornaram ao longo de sua história o lugar mais propício na face da terra para surgimento de psicóticos, que não conseguem lidar com tamanha cobrança e frustração, ser um “perdedor” na América significa carregar uma cruz pesada ao longo de uma highway, é o anti- american dream, é ser invisível, é ter uma vida sem sentido algum e a única saída é o suicídio, mas não sem antes se vingar daqueles que contribuíram para a edificação de seu inferno particular. O menino Cho Seung Hui foi apenas mais uma das vítimas de um massacre diário que nos acostumamos a aceitar, pois a maioria sequer se dá conta de sua existência. .
Nunca passei tanto tempo sem escrever nada! Quase um ano desde o último post!!! Vida atribulada dá nisso, mas na medida do possível volto ao meu ofício.

Sunday, June 18, 2006

O último dragão






Dia desses parei para rever O ultimo dragão, aquele do Bruce Leroy. Claro, já tinha visto algumas vezes na Globo, mas no original e sem comerciais nunca vi, então decidi perder duas horinhas do meu dia para conferir (não adianta, cinéfilo se liga nesses detalhes, mesmo quando se trata de uma tranqueira como essa). Clássico da Temperatura máxima dirigido por Michael Shultz, Barry Gordy’s The last dragon (no original) é uma produção de 1985 da Motown, a lendária gravadora que alçou as Supremes, os Jackson Five e outros artistas negros ao estrelato nos anos 60. O filme é uma mistura um tanto esdrúxula de artes marciais e musical bem ao estilo da década de 80, com números musicais insertos de forma não muito coesa, por vezes forçada, mais ou menos semelhante a Xanadu, só que bem mais divertido, é claro e por ter o elenco majoritariamente negro, foi considerados por muitos como um blaxploitation, erroneamente, pois ao contrário dos blaxxx a violência aqui é branda e não nenhuma cena de sexo.
A história pra lá de absurda versa sobre o jovem Leroy Green Jr.(Taimak, canastríssimo) que de tão fanático por Bruce Lee é conhecido como Bruce leroy e no fim do treinamento ganha um amuleto de seu mestre para ser entregue ao mestre que ele deverá descobrir em Nova York. Paralelo a isso, o inescrupuloso produtor musical Eddie Arcadian tenta de todas as formas raptar a estrela gatíssima de um programa de vídeo clipe Laura Charles (a atriz canadense, ex-modelo e principal vocalista do grupo feminino Vanity 6) com objetivo de forçá-la a lançar o clipe de sua esposa aspirante a cantora, desprovida de talento e com um visual muito semelhante ao de Cindy Lauper, não deixando-nos esquecer que estamos no anos 80. E tome bordoada para salvar a mocinha que, claro, se apaixona pelo herói. Há também no caminho de Leroy, o encrenqueiro Sho’ Nuff que se auto-intitula o Shogum do Harlem (“quem é o mestre” lembram?) que quer a todo custo desafiar Leroy para um duelo, uma vez que este é apontado como o único capaz de derrotá-lo. Cumprindo sua Jornada, Leroy adquirirá o poder do brilho que rende no final do filme uma das cenas mais trash da história do cinema, quando Leroy é envolto por uma aura azul e Sho Nuff por uma aura vermelha e do impacto dos golpes saem raios de luz coloridos (!!!!!!!!!!!!).
Vale lembrar também que o filme parece ter datado rápido. Quando passou na tv pela primeira vez apenas cinco anos depois de ser produzido já parecia bem velho, talvez por não retratar uma década, mas um período: aquilo é 1985/6 demais, roupas, cabelos, músicas, etc. Engraçado é ver Ernie Hayes Jr., o pequeno mestre fazendo uma participação e William H. Macy numa rápida aparição como um membro da equipe de produção do programa de Laura. Outras curiosidades que andei colhendo:
O ator Julius Carry, que faz o Sho'nuff, não sabia lutar artes marciais antes do filme. E continuou sem saber durante o filme! O que ele fazia era imitar gestos dos lutadores e os golpes, mas ele não lutava nadinha! Só nas últimas cenas o dublê dele foi mais requisitado. De resto, ele só precisou de "panca" (procure esta palavra no filme... bem anos 80 por aqui)
Já o protagonista Taimak (Bruce Leroy) sabia (e sabe) lutar muito bem. Porém ele não sabia atuar! Assim, o diretor Michael Schultz e outros membros da equipe de produção se revezavam para ensiná-lo. Quando um deles se cansava, outro entrava no lugar
Na apresentação de Sho'nuff, no cinema, um garoto fala que tem alguém mais poderoso que o Shogun. O garoto chama-se Brandon Schultz, filho do diretor Michael Schultz.
O roteirista Louis Venosta escreveu todo o roteiro do filme no computador, algo inovador na época. Os produtores do filme, depois de analisar o roteiro, disseram que precisariam cortar cerca de 2 milhões de dólares do orçamento, e que o roteiro teria que ser modificado. O diretor e o roteirista ficaram de madrugada no computador mexendo no roteiro. Num dos turnos, o diretor estava no micro e o roteirista estava dormindo. De repente PUMBA! o diretor aperta o "botão mágico" DEL. E lá se foram 40 páginas do roteiro! Pelo menos, o problema foi resolvido.
O "Sétimo Céu", onde a Laura Charles (Vanity) faz o seu programa, tinha telas de verdade para exibir os clipes. Todos, por sinal, da Motown, produtora do filme, que pertencia ao Quincy Jones, ex-empresário de Michael Jackson. Foi um dos primeiros filmes a usar o recurso dos telões em um estúdio.
Os filmes do Bruce Lee que passam durante o filme chamam-se "A Fúria" (Fists of Fury), "ConexãoChinesa"(Chinese Connection), e o último filme dele, "Operação Dragão" (Enter the Dragon), que foi exibido em agosto de 1973, um mês depois da morte de Bruce, e 12 anos antes de "O último dragão".
Numa das cenas em que Sho'nuff vai conhecer a academia onde Leroy dá aulas de artes marciais, ele diz: "Beije o meu tênis". Em inglês ficou algo como "Kiss my Converse". O que raios é "Converse"? Visite o site deles e descubra: http://www.converse.com. Uma dica: "All Star, it's all".
Este filme bem que poderia se chamar "O tigre e o dragão". Por que? Bruce Leroy representaria o "dragão", ou um seguidor do dragão. Já Sho'nuff é um seguidor do tigre. Durante o filme procure referências sobre os dois animais e você vai encontrar Leroy e Sho'nuff
O último trabalho de grande reconhecimento de Taimak foi como coreógrafo dos movimentos de artes marciais dos shows de Madonna na turnê Drownning tour.

Monday, June 12, 2006

O que falar de The Clash? Vai aqui a letra de uma música que para mim é uma das mais belas do álbum London Calling
Card Cheat
There's a solitary man crying, "Hold me."
It's only because he's a-lonely
If the keeper of time runs slowly
He won't be alive for long!
If he only had time to tell of all of the things he planned
With a card up his sleeve, what would he achieve?
It means nothing!

To the opium den and the barroom gin
In the Belmont chair playing violins
The gambler's face cracks into a grin
As he lays down the king of spades
But the dealer just stares
There's something wrong here, he thinks
The gambler is seized and forced to his knees
And shot dead

He only wanted more timeAway from the darkest door
But his luck it gave in
As the dawn light crept in
And he lay on the floor
From the Hundred Year War to the Crimea
With a lance and a musket and a Roman spear
To all of the men who have stood with no fearIn the service of the King
Before you met your fate be sure you
Did not forsake your lover
May not be around anymore

AUTOBOTS- transformar


A quem possa interessar essa é a primeira imagem oficial da versão cinematográfica dos Transformers (aqueles brinquedinhos que fizeram a cabeça da molecada nos anos 80 e viraram desenho, lembram?). O filme será dirigido pelo diretor de aluguel de Jerry Bruckheimer Michael Bay. As credenciais não me animam nem um pouco...

Ouviram do Ipiranga às margens plácidas...



Não há mais como escapar: hoje só se fala em copa do mundo. Faltando algumas horas para a entrada da seleção canarinho em campo, aumenta o ritmo dos preparativos, a bandeira nacional pode ser vista em toda a parte desde carros e ônibus a repartições públicas e comércio popular, sem falar é claro nas ruas decoradas para receber a festa na grande hora. É público e notório para quem me conhece a minha reticência em relação a toda essa mobilização feita em torno do evento, é válido, porém, avaliar os fatores intrínsecos deste fenômeno de massa.
As glórias do futebol acabam funcionando como uma compensação ideológica para o nosso patente fracasso sócio-econômico. O futebol é o Brasil que deu certo, que funciona, que é respeitado no mundo inteiro como grande potência. È o único momento em que somos vistos internacionalmente como sinônimo de eficiência, daí o surto patriótico que toma conta do povo nesse período, coisa que em alguns países como Estados Unidos é comum nos 365 dias do ano.
Mas claro, nem tudo é patriotismo, também há a festa, a alegria (histeria?) coletiva, o pretexto para umas boas doses de cerveja e para esquecer dos problemas que afligem o país e impedem que a ordem e progresso transcendam as linhas do estádio de futebol e assim se forma o ciclo vicioso: escapismo que gera alienação que alimenta o escapismo. Mas depois da copa temos as eleições e veremos se a mobilização e seriedade se repetirão de forma que o próximo mundial seja acompanhado em um âmbito de fato propício para festa.


O canal Cinemax(TVA/Direct TV) está exibindo a pérola Urgh! The music war. Trata-se de um filme de 1981 que registra o seminal evento de música que ocorreu simultaneamente em Nova York, Londres e Los Angeles e conta com os maiores expoentes do rock da época entre bandas estabelecidas como The Police e Dead Kennedys e emergentes como Echo and the Bunnymen e Go-Go’s. 25 anos depois, o filme é o retrato de um período e mostra toda a efervescência da cena pós-punk/new romantic daquele início dos anos 80, ah, sim e tem também aquele famigerado visual da época que vendo hoje é no mínimo esdrúxulo na maioria dos casos. É possível matar a saudade de Gary Numan, Joan Jett, Pere Ubu, Devo, Cramps, Gang of four e ver uma apresentação de um jovem Jools Holland. Programa imperdível para os amantes da boa música pop e ótima oportunidade para a nova geração conferir o som que influenciou bandas atuais como Killers, Franz Ferdinand, Kaiser Chiefs e Artic Monkeys

Thursday, May 25, 2006

Começou a temporada cinematográfica de verão nos E.U.A. Para quem não sabe essa é a época em que Hollywood mais fatura e as superproduções pululam todos os fins de semana com alto faturamento que muitas vezes cai mais da metade uma semana depois. A largada se dá oficialmente no fim de semana do memorial day (o feriadão da última segunda-feira do ano onde são lembrados os bravos soldados americanos “tan taran tan tan taaaan”) embora nos últimos anos tenha começado cada vez mais cedo, tem seu ponto alto no 4 de julho e se estende até o dia 7 de setembro, o dia do trabalho de lá. Mas esse ano a temporada começou minguada: Missão Impossível III não foge da mediocridade dos dois anteriores, Código Da Vinci obteve uma recepção fria da crítica(mas a bilheteria que é o que interessa foi boa; 77 milhões só no primeiro fim de semana nos States) e parece que X-men também decepciona, quem viu diz que suprimiram as questões existenciais e políticas dos anteriores em detrimento da ação e dos efeitos, ou seja, o diretor Bryan Singer e sua equipe fizeram falta, uma vez que se bandearam para o Superman Returns. Resta saber agora se o homem de aço vai valer o ingresso, a julgar pelo trailler parece que sim.
Não é por falar não, mas é assustadora a onipresença de Ronaldinho gaúcho! A cara dele está estampada em todos os lugares, de revistas à embalagens de biscoito e refrigerante. Às vezes tenho a impressão de que verei a cara dele ao abrir tampa da privada...

Friday, May 05, 2006


Acabo de assistir ao trailler definitivo de Superman returns (demorou a ser divulgado, não?) e as primeiras impressões são boas. Brandon Routh parece ter sido mesmo uma escolha acertada, é o mais próximo de Christopher Reeve que se pôde arranjar, principalmente como Clark Kent; Kevin Spacey como Lex Luthor dá a impressão de que roubará cada cena em que estiver, como o fez seu antecessor Gene Hackman. O único porém é a Lois Lane: escolheram uma menina muito nova( a atriz tem 24 anos), ainda mais se for levado em conta que a história se passa 6 anos após o sumiço do homem de aço e Lois tem um filho de 5 anos. Para o papel deveriam ter escolhido uma mulher de pelo menos trinta, aliás o próprio Super-Homem podia ser uns cinco anos mais velho, só que faz sentido pela ótica mercadológica, já que o filme tem o público jovem como alvo e a opção por um casal de protagonistas mais jovem teria o objetivo de gerar uma empatia maior com esse público, vide o sucesso de Peter Parker e Mary Jane. Agora é esperar até o lançamento daqui a um pouco mais de dois meses para conferir se Bryan Singer cumpriu com a promessa de intregar uma película à altura das duas primeiras da série.

ECOS DO PASSADO


Esqueça aquelas festas de flashback anos 80 que se proliferam como praga pela noite atual onde se toca apenas o que aconteceu de pior, mais constrangedor ou banal na década retrasada; se há algo que realmente vale a pena recordar daquela época são bandas como Echo and the Bunnymen, que se apresentou no último domingo para um público minguado (mil pessoas), porém emocionado, no Claro Hall no Rio de Janeiro. Quatro anos se passaram desde a última visita da banda ao Brasil e nesta quarta vez (terceira desde a retomada do grupo) o mítico show de 1987 continuou sendo a referência. Da formação original continuam o vocalista Ian McCulloch e o guitarrista Will Sergeant (o baterista Pete deFreitas morreu em um acidente de motocicleta em 1989 e o baixista Les Patinson pediu o boné logo após a primeira turnê de reunião da banda); entre os músicos de apoio a novidade é um guitarrista de base que deixa Sergeant mais a vontade para efeitos e firulas. No repertório o equilíbrio perfeito entre novidades do álbum de divulgação Sibéria e clássicos obrigatórios como Seven seas, Killing moon, Back of love, Bring on the dancing horses e Lips like sugar, essas acompanhadas em coro pelos fãs, além dos tradicionais covers onde fazem uma homenagem às suas influências como Roadhouse blues do The Doors, Walk on the wild side de Lou Reed e Don't let me down dos conterrâneos Beatles. O clima sombrio também foi mantido, com muitos efeitos de fumaça onde muitas vezes só se vê as silhuetas dos músicos e hoje, cá entre nós não só compõe uma atmosfera como não deixa tão evidente as marcas do (muito) tempo dos homens coelhos, já notavelmente rechonchudos. A comparação com as duas noites no Canecão há 19 anos é inevitável; claro que aqueles shows não foram superados por este, é covardia, há de se levar em conta que a banda estava no seu auge, com a formação original e contava com o frescor despojamento de uma banda que ainda nem completara dez anos de carreira. Porém, isso não desmerece a apresentação de 2006 que apesar de curta (uma hora e quarenta) e pouco vista foi impecável e sem aquele gosto meio ruim de café requentado característico dos revivals.
Set List
1. "Going Up" (Crocodiles) 2. "Show of Strength" (Heaven Up Here) 3. "Stormy Weather" (Siberia) 4. "Dancing horses" (Pretty in Pink Soundtrack e Songs to Learn and Sing compilation) 5. "The Disease" (Heaven Up Here) 6. "Scissors in the Sand" (Siberia) 7. "All That Jazz" (Crocodiles) 8. "Back of Love" (Porcupine) 9. "Killing Moon" (Ocean Rain) 10. "In the Margins" (Siberia) 11. "Never Stop" (single) 12. "Villiers Terrace" (Crocodiles) 13. "Of A Life" (Siberia) 14. "Rescue" (Crocodiles) 15. "The Cutter" (Porcupine)
Bis 1. "Nothing Lasts Forever" (Evergreen) 2. "Lips like Sugar" (Echo & The Bunnymen) 3. "Ocean rain" (Ocean Rain)